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Política Terça-feira, 23 de Junho de 2026, 08:53 - A | A

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Terça-feira, 23 de Junho de 2026, 08h:53 - A | A

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Dilemário recua, sela apoio a Paula Calil e grupo atinge 14 votos na Câmara

Vereador oficializou adesão em jantar na residência da atual presidente, que agora contabiliza 14 votos; estratégia governista define Dilemário como "Plano B" caso regimento trave reeleição

BIANCA MORTELARO
Da redação

O vereador Dilemário Alencar (UB) oficializou seu apoio à reeleição de Paula Calil (PL) para a presidência da Câmara Municipal de Cuiabá no biênio 2027-2028 durante um jantar nesta segunda-feira (22). A adesão ocorre após um período de embates públicos entre os parlamentares, marcados pela saída anterior de Dilemário da liderança do governo por discordar da articulação do prefeito Abilio Brunini (PL) em favor da atual presidente. Com o recuo de sua própria candidatura e a composição com o grupo governista, Paula atinge a marca de 14 votos, consolidando a maioria necessária para o pleito interno.

O martelo foi batido em encontro na residência de Paula Calil, onde ficou definido que ela permanece como o "Plano A", enquanto Dilemário assume a posição de "Plano B". Essa estratégia visa garantir uma alternativa caso a reeleição de Paula seja inviabilizada pela falta de alteração no regimento interno da Casa.

LEIA MAIS: Dilemário nega acordo por apoio e diz que G14 'combinou' voto para mudar data da votação; veja vídeo

Atualmente, o regimento da Câmara de Cuiabá proíbe a recondução ao cargo de presidente em um mesmo mandato, exigindo 18 votos para ser modificado, quatro a mais do que o grupo de Paula detém no momento. Além de Dilemário, a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) também selou apoio ao bloco, que conta com o respaldo direto do prefeito Abilio Brunini e de Ananias Filho, presidente estadual do PL.

A disputa segue polarizada, já que o vereador Ilde Taques (Podemos) mantém sua candidatura com o apoio declarado de 12 parlamentares. O cenário de incerteza é reforçado por propostas de adiamento da eleição, originalmente prevista para agosto, para os meses de outubro ou novembro, buscando adequação a entendimentos recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a antecipação de pleitos em Mesas Diretoras.

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