Em publicação na Truth Social, Trump disse que o entendimento sobre as inspeções foi uma condição para a continuidade do diálogo entre os dois países.
O presidente norte-americano também afirmou que, diante do que classificou como concessões importantes por parte de Teerã, decidiu manter aberto o Estreito de Ormuz e suspendeu o bloqueio naval dos EUA na região. "Concordei em permitir que o Estreito de Ormuz permaneça aberto, sem novo bloqueio naval", escreveu.
Ainda assim, ressaltou que os navios dos EUA permanecerão posicionados para restabelecer a medida, caso necessário, embora considere essa hipótese "altamente improvável" neste momento.
Trump também afirmou que recursos e alívios de sanções liberados pelo Tesouro americano serão mantidos em contas sob controle dos EUA e destinados exclusivamente à compra de alimentos e suprimentos médicos de empresas americanas. O presidente classificou a situação no Irã como uma "crise humanitária" e disse considerar necessário fornecer ajuda imediata ao país, citando produtos como milho, trigo e soja de produtores dos Estados Unidos.
Em outra publicação, Trump afirmou que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira, volume que classificou como recorde histórico. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), porém, o fluxo da commodity pela rota antes da guerra era de 20 milhões de barris por dia, em média. Segundo ele, o fluxo ajudou a derrubar os preços da commodity.
As declarações contrastam com as falas do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, que afirmou nesta terça-feira que "nenhuma visita foi agendada" para inspeção das instalações nucleares atacadas pelos EUA. Na véspera, o vice-presidente americano, JD Vance, já havia afirmado que as negociações na Suíça resultaram em um acordo para permitir o acesso de inspetores da AIEA aos locais.
(Com Agência Estado)
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