Segundo Putin, o Ocidente utiliza uma suposta ameaça russa para justificar o reforço de seus orçamentos de defesa e a militarização de seus países. "Agora falam abertamente no Ocidente que estão se preparando para uma guerra contra nós", disse.
O líder russo acusou a Otan e a União Europeia (UE) de disseminarem "declarações falsas" sobre uma ameaça militar da Rússia para sustentar uma política que classificou como agressiva.
Putin afirmou ainda que o Ocidente cria ameaças à Rússia, força Moscou a adotar medidas de autodefesa e depois responsabiliza o país por suas reações. Em referência histórica, comparou a situação atual às acusações dirigidas à União Soviética após a invasão nazista de 1941.
O presidente também advertiu que os países ocidentais compreendem que eventuais ataques lançados contra a Rússia a partir de seus próprios territórios provocariam uma resposta militar de Moscou. "Eles entendem que haverá uma resposta. Todos entendem isso, ou deveriam entender."
Sobre a guerra na Ucrânia, Putin afirmou que não vê base para negociações com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski,, citando os ataques de Kiev contra alvos civis russos. Ele também declarou que as tropas russas seguem avançando em toda a linha de frente.
As declarações foram ecoadas pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko.
Segundo ele, o risco de confronto militar entre Rússia e Otan está aumentando. Grushko afirmou que a aliança trabalha com horizonte de preparação até 2030 e disse que Moscou possui recursos suficientes para responder a "qualquer cenário" e garantir a segurança de suas fronteiras ocidentais.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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