A presidente da Câmara de Cuiabá Paula Calil (PL) confirmou que, durante o jantar realizado em sua casa nesta segunda-feira (22), o grupo de vereadores aliados adotaram a estratégia de definir sua candidatura à reeleição como o "Plano A", enquanto o vereador Dilemário Alencar (UB) assume a posição de "Plano B", caso impedimentos regimentais inviabilizem a reeleição da atual presidente. Com a adesão de Dilemário e da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), o bloco governista atingiu a marca de 14 votos.
“Ontem tivemos uma nova reunião junto do vereador Dilemário e a vereadora Baixinha Giraldell. Ontem nós estávamos os 12 juntos e chegamos a um consenso de que estamos juntos para buscar a reeleição. Se não viabilizarmos a Paula, temos Dilemário”, afirmou Paula em coletiva nesta terça-feira (23).
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A estratégia de manter Dilemário Alencar como alternativa foi definida devido ao atual regimento interno da Casa que proíbe a recondução ao cargo de presidente dentro de um mesmo mandato. Para alterar essa norma, são necessários 18 votos, quatro a mais do que o grupo detém atualmente.
“Por uma segurança jurídica, e mesmo sendo uma alteração de regimento, que é ‘interna corporis’, que é dentro da casa, a gente precisa colocar em prestação até o recesso parlamentar, que nós teríamos agora no mês de julho. Então essa proposta para alteração do regimento, ela será colocada nesse primeiro semestre, antes do recesso parlamentar”, esclareceu a atual presidente da Casa de Leis.
Questionada sobre a viabilidade do acordo caso não obtenha os votos necessários para a mudança regimental, a presidente reforçou a unidade do bloco.
“Todos os vereadores se posicionaram junto da vereadora Baixinha e com o vereador Dilemário. Cada um deu a palavra para que cada um se posicione. Se nós não viabilizarmos a relação da vereadora Paula Calil, que está como presidente, os vereadores virão apoiar o projeto Dilemário-Paula. Então ficou Paula-Dilemário, Dilemário-Paula”.
A consolidação do grupo ocorreu após um período de embates públicos entre os pares, já que Dilemário Alencar havia deixado a liderança do governo por discordar da interferência direta do prefeito Abilio Brunini (PL) na eleição da Mesa em favor de Paula. O recuo de Dilemário e sua composição com o bloco governista, que conta com o respaldo de Abilio e do presidente estadual do PL, Ananias Filho, visa dar estabilidade à base.
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Outro ponto central da discussão é a data do pleito. A vice-presidente Maysa Leão (Republicanos), que já declarou apoio a candidatura do vereador Ilde Taques (Podemos), protocolou um pedido para antecipar a votação para 1º de outubro, buscando evitar a judicialização do processo, citando o exemplo de Várzea Grande, onde o STF anulou eleições internas por descumprimento do marco temporal. Paula Calil manifestou apoio à mudança de data para garantir segurança jurídica e evitar desgastes internos na Casa de Leis.
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