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Justiça Domingo, 16 de Agosto de 2026, 13:08 - A | A

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Domingo, 16 de Agosto de 2026, 13h:08 - A | A

PREJUÍZO

Motorista fica 3 meses sem trabalhar por falha em BYD e Justiça manda concessionária pagar R$ 68 mil

O veículo, adquirido em junho de 2024, era usado pelo motorista como instrumento de trabalho e única fonte de renda da família

DA REDAÇÃO

Divulgação

BYD Dolphin

A 7ª Vara Cível de Cuiabá condenou a Saga London Comércio de Veículos a pagar mais de R$ 68 mil a um motorista de aplicativo que ficou sem poder trabalhar por mais de três meses após seu BYD Dolphin permanecer retido na concessionária para reparos.

O veículo, adquirido em junho de 2024, era usado pelo motorista como instrumento de trabalho e única fonte de renda da família. Em uma revisão, o BYD chegou a ser atingido dentro da própria concessionária e ficou cerca de 10 dias no local para ser reparado.

Pouco depois de ser devolvido, o carro apresentou uma falha na bomba d’água e acendeu uma luz de alerta no painel. O motorista retornou à concessionária em 1º de dezembro de 2025, mas foi informado de que não havia a peça necessária para o reparo nem previsão concreta para a chegada.

O BYD só foi devolvido em 7 de março de 2026, deixando o motorista sem trabalhar por mais de 90 dias. Segundo a sentença, ele tinha renda média de aproximadamente R$ 8 mil por mês e continuou pagando o financiamento do veículo mesmo sem poder utilizá-lo.

A Justiça determinou o pagamento de R$ 10 mil por danos morais e de R$ 28.267,02 por lucros cessantes, referentes ao período em que o motorista ficou impossibilitado de trabalhar. Também foi mantida uma multa de R$ 30 mil pelo descumprimento de uma ordem judicial que determinava o fornecimento de um carro reserva.

Com isso, os valores chegam a R$ 68.267,02, sem considerar correção pela Selic, custas e honorários advocatícios.

Na decisão, o juiz destacou que o veículo era de alto valor, havia sido financiado e representava a única fonte de renda do motorista, que ficou privado do carro por mais de três meses enquanto continuava arcando com as parcelas do financiamento e as despesas domésticas.

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