O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou, nesta quinta-feira (5), novas diligências para localizar Douglas Rafael Monteiro da Silva e Rosângela Rodrigues de Alemar. Eles são dois dos 11 réus de uma ação que investiga uma quadrilha especializada em estelionato eletrônico, conhecida como “Golpe da OLX”, que teria causado prejuízo estimado em R$ 7,7 milhões às vítimas. Eles são também são réus por associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A ação foi proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra Victoria Costa da Silva, Diego do Nascimento Silva, Julio Cesar Souza da Fonseca, Guilherme Rodrigues dos Santos, Aline dos Reis Antunes, Jonatas Félix da Silva, Igor Mendonça Pereira, Douglas Rafael Monteiro da Silva, Rosângela Rodrigues de Alemar, Carlos Eduardo Galdino Soares e Guilherme Lourenço Gimenes.
O magistrado também determinou que a Defensoria Pública apresente a defesa de um dos acusados e adiou a análise do pedido de desmembramento do processo.
A dificuldade em localizar Douglas e Rosângela tem atrasado o andamento da ação. Douglas Rafael Monteiro da Silva ainda não foi citado. Segundo o MP, Douglas está em Belo Jardim (PE) sob monitoramento eletrônico, mas as tentativas de encaminhar a ordem judicial fracassaram três vezes por problemas na distribuição das cartas precatórias.
Já em relação a Rosângela, que estaria em Itanhaém (SP), também não há confirmação da citação, cuja carta precatória foi encaminhada em 29 de setembro. O magistrado determinou que a secretaria da vara cobre informações dos juízos responsáveis caso as diligências não sejam concluídas dentro do prazo.
“Decorrido o prazo para cumprimento das cartas precatórias expedidas para citação de Douglas Rafael Monteiro da Silva e de Rosângela Rodrigues de Alemar sem o retorno, solicite aos juízos deprecados informações acerca do cumprimento e da devolução das missivas, e certifique nos autos a resposta”, determinou Bezerra.
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Outro acusado, Guilherme Lourenço Gimenes, foi citado, mas informou ao oficial de Justiça que não possui advogado e deseja ser assistido pela Defensoria Pública. Por isso, o órgão deverá apresentar a resposta à acusação no prazo legal.
O Ministério Público pediu o desmembramento do processo para que a ação avance apenas em relação aos réus já citados, com a realização de audiência de instrução e julgamento. As defesas de Diego do Nascimento Silva e Julio Cesar Souza da Fonseca, ambos presos, também solicitaram a separação dos processos.
O juiz, porém, adiou a análise do pedido. Segundo a decisão, o desmembramento será examinado depois que forem cumpridas as diligências para localizar os acusados que ainda não foram citados.
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