"O IBGE não se recusou ao diálogo. Ao contrário, comunicou formalmente que o processo negocial prosseguiria após o período de defeso eleitoral. A disposição para negociar permanece, mas deve ocorrer dentro dos limites legais, respeitando as competências do instituto e dos órgãos centrais do governo federal", afirmou em nota.
O posicionamento foi divulgado após os servidores serem surpreendidos com o desconto integral e, em parcela única, na folha de pagamento de outubro dos dias nos quais estiveram em greve em agosto e setembro.
O Assibge, sindicato da categoria, afirma que a medida foi adotada sem acordo e deixou alguns funcionários com salários zerados no início desse mês. Os descontos atingiram principalmente os servidores da Bahia, onde a greve teve maior adesão.
Na nota, o IBGE voltou a defender a decisão de descontar os dias parados em parcela única e alegou ter seguido as normas da administração pública federal e as orientações do Ministério da Gestão e Inovação em Serviço Público (MGI).
A direção do instituto também afirmou que a greve de agosto e setembro atingiu cerca de 1% dos servidores, com 143 funcionários em períodos de paralisação que variaram de um a 25 dias.
A greve foi motivada por falta de diálogo entre o corpo técnico e a direção. As reivindicações contemplavam mudanças nas regras de trabalho, progressão na carreira e cortes nas indenizações de trabalhadores que fazem pesquisa de campo.
O sindicato afirma que buscava negociar os dias parados e apresentou uma proposta de acordo à direção do instituto, mas não conseguiu avançar nas tratativas. O MGI não respondeu aos pedidos de posicionamento da reportagem.
(Com Agência Estado)
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