Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Justiça Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026, 08:55 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026, 08h:55 - A | A

PROTEÇÃO FLORESTAL

Justiça manda reabrir posto do Indea no Distrito Industrial de Cuiabá

Decisão atende a pedido do Ministério Público e dá 30 dias para retomada das perícias presenciais, sob pena de multa diária de R$ 10 mil

DA REDAÇÃO

Indea

perícia Indea

A Justiça determinou que o governo de Mato Grosso reabra, em até 30 dias úteis, o posto de fiscalização e identificação de madeira do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT), localizado no Distrito Industrial de Cuiabá. A decisão atende a pedido do Ministério Público Estadual (MPMT) e obriga a retomada das perícias presenciais em cargas destinadas ao comércio interestadual e à exportação.

A liminar foi concedida pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, que estabeleceu multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, limitada a R$ 100 mil. Para o magistrado, a substituição da fiscalização técnica presencial por mecanismos eletrônicos e operações por amostragem reduz o nível de proteção ambiental existente no Estado.

Na decisão, Cajango afirmou que a interrupção da fiscalização especializada permite a circulação de madeira extraída ilegalmente de áreas florestais. "A interrupção integral das operações de fiscalização especializada em postos de triagem rodoviária abre ensejo à circulação diária e irreversível de matéria-prima florestal extraída ilegalmente de biomas sob severa pressão predatória", escreveu.

O posto foi fechado em maio deste ano, após a entrada em vigor da Lei Complementar Estadual nº 843/2026, que extinguiu o Certificado de Identificação de Madeira (CIM) e substituiu a identificação presencial por um modelo de fiscalização baseado em critérios de risco e inteligência.

Na ação civil pública, o Ministério Público argumentou que a perícia xilológica, realizada por técnicos especializados, é o principal instrumento para identificar fraudes na documentação das cargas. Uma das práticas apontadas é a declaração de espécies comuns para encobrir o transporte de madeiras nobres ou protegidas.

Segundo o órgão, a conferência exclusivamente documental e os sistemas eletrônicos não oferecem o mesmo grau de segurança para verificar se a madeira transportada corresponde às informações registradas nos documentos oficiais.

Desde 2013, pelo menos cinco iniciativas legislativas tentaram extinguir ou reduzir o alcance da fiscalização técnica do Indea. As propostas resultaram nas Leis Complementares nº 484/2013, nº 519/2013, nº 601/2017, nº 621/2019 e nº 843/2026.

Em decisões anteriores, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso barrou mudanças consideradas prejudiciais ao sistema de controle, com base no princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o Ministério Público.

A ação continuará em tramitação até o julgamento definitivo. Enquanto isso, o Ministério Público deverá acompanhar o cumprimento da liminar e a retomada da estrutura de fiscalização. 

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros