O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), homologou a situação de emergência em Colniza (1.055 km de Cuiabá), após uma inspeção técnica identificar risco de colapso na estrutura da Estação de Tratamento de Água (ETA) do município. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 2.311, publicado no Diário Oficial nesta quinta-feira (5), e terá vigência de 90 dias, contados a partir da caracterização do desastre, podendo ser prorrogada.
A decisão do Governo do Estado reconhece a situação de emergência declarada anteriormente pela Prefeitura de Colniza, em 9 de outubro. Na ocasião, o prefeito Milton de Souza Amorim (União Brasil) assinou um decreto com validade de 180 dias, após um relatório técnico apontar deterioração avançada na unidade responsável pelo abastecimento da região central e de bairros do município.
Conforme o documento municipal, a inspeção identificou corrosão generalizada em componentes metálicos, incluindo chapas, soldas, apoios e estruturas de sustentação. Também foram constatados desprendimento de concreto, ferragens expostas e sinais de perda de resistência de elementos essenciais para a estabilidade e o funcionamento da estação.
O levantamento aponta que os problemas são resultado de um processo de desgaste acumulado ao longo de anos de funcionamento, agravado pelas condições do ambiente de armazenamento e tratamento da água. Segundo a prefeitura, a unidade tem vida útil estimada em aproximadamente 20 anos e não passou por intervenções estruturais corretivas significativas durante esse período.
Além do risco à estrutura, o município alertou para o comprometimento das condições adequadas de conservação e armazenamento da água destinada ao consumo humano. Uma eventual interrupção das atividades da estação poderá prejudicar a regularidade do abastecimento e afetar diretamente os moradores atendidos pelo sistema.
Diante da gravidade dos danos, a avaliação técnica aponta que reparos pontuais não seriam suficientes para solucionar definitivamente o problema. A alternativa indicada é a substituição integral da estrutura existente por novos reservatórios, dimensionados de acordo com as necessidades atuais do município.
O decreto municipal também autoriza a mobilização dos órgãos públicos para atuar sob a coordenação da Defesa Civil nas medidas de resposta, recuperação e reconstrução. A prefeitura poderá realizar contratações emergenciais sem licitação para obras, serviços e aquisição de materiais diretamente relacionados à situação, desde que sejam respeitados os requisitos previstos na legislação.
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