A vítima, Tainá Polegato, relatou em um vídeo publicado nas redes sociais que estava na fila do banheiro de um bar quando Joyce Mara Rocumback Espírito Santo a acusou de furar a fila. Tainá disse que negou, mas que a mulher a empurrou e repetiu a acusação.
Segundo ela, a mulher afirmou que iria esfaqueá-la. "Como era Halloween, eu não levei em consideração", disse.
A defesa de Joyce Mara Rocumback Espírito Santo não foi localizada pelo Estadão. O espaço segue aberto.
Uma câmera de segurança do bar registrou o ocorrido. Tainá conversa com algumas pessoas, quando Joyce dá um tapa em seu braço. As duas trocam algumas palavras antes de Joyce pegar uma faca na bolsa, mostrar o objeto para Tainá e depois avançar contra o pescoço da vítima com a faca. As pessoas ao redor demoram alguns segundos para entender o que aconteceu e se desesperam ao ver o sangue no pescoço da jovem.
"Não houve uma discussão, não houve uma ameaça para eu me afastar, nada. Não teve um xingamento, nada. Simplesmente ela enfiou a faca no meu pescoço, como se eu fosse um boneco", relatou Tainá.
A vítima afirmou que demorou alguns segundos para entender o que tinha ocorrido, porque pensou que a faca fosse de mentira. "Eu demorei ainda 10 segundos para entender porque era Halloween, eu achei que era uma faca de mentira. Eu só me dei conta quando o sangue começou a espirra", disse. "Parecia um filme de terror".
Tainá relatou que sua primeira reação foi pedir para os amigos a levarem para um pronto-socorro. A jovem afirmou que, desde o ataque, tem dificuldade para mastigar e para respirar, devido ao local onde foi atingida. Ela ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Alvorada, em Moema, na zona sul de São Paulo, até quinta-feira, 5, quando foi transferida para o quarto.
Segundo a vítima, houve uma lesão em um ramo da artéria carótida e, por isso, ela provavelmente terá que passar por uma cirurgia, já que ainda há um sangramento interno.
"Foi um atentado à minha vida", acrescentou.
Joyce é advogada e foi nomeada agente fiscal de obras e meio ambiente pela Prefeitura de Itapecerica da Serra em março do ano passado. Procurada, a administração municipal não respondeu à tentativa de contato do Estadão. O espaço segue aberto.
Questionada sobre a investigação, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) não retornou o contato do Estadão. O espaço segue aberto.
(Com Agência Estado)
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