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Justiça Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026, 15:04 - A | A

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Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026, 15h:04 - A | A

PCC X CV

Júri condena quatro homens a 110 anos por assassinato motivado por disputa entre facções

Somadas, as penas dos réus chegam a 110 anos de prisão após execução motivada por suspeita de ligação com grupo rival devido a uma tatuagem

DA REDAÇÃO

Reprodução

cv pcc

O Tribunal do Júri de Sorriso (397 km de Cuiabá) condenou nesta terça-feira (1º) Alison Antônio Silva Vieira, Max Matos de Sousa, Eduardo Vieira da Conceição e Willian da Silva Soares pelo assassinato de Maurício dos Santos Silva de Araújo, ocorrido em janeiro de 2024. Somadas, as penas dos quatro réus chegam a 110 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores, além de integração de organização criminosa para os três primeiros.

Alison Antônio e outro réu já havia sido condenado, em março de 2026, a 27 anos de prisão por um crime semelhante. No Júri anterior ele foi considerado culpado por submeter Eleandro Brandino ao Tribunal do Crime que culminou com a decapitação da vítima, no mesmo mês e município.

A investigação apontou que o crime foi praticado no contexto de atuação do Comando Vermelho (CV) após os acusados suspeitarem que a vítima pertencia à facção rival Primeiro Comando da Capital (PCC) por causa de uma tatuagem no peito. Maurício foi levado à força para uma quitinete, onde foi mantido amarrado, submetido a interrogatórios e agredido pelo grupo, que contou com a participação de um adolescente.

Na sequência, a vítima foi conduzida a um terreno baldio, local em que Alison se juntou ao grupo e realizou uma chamada de vídeo com outros integrantes da organização criminosa enquanto as agressões continuavam. Maurício morreu em decorrência de traumatismo craniano causado por golpes de pedaço de madeira na cabeça, e seu corpo foi lançado no Rio Lira amordaçado e com os pés amarrados para ocultação, sendo localizado na manhã seguinte preso a galhadas.

LEIA MAIS: Tribunal do Júri condena réus por homicídio qualificado e ocultação de cadáver

O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, referente à disputa entre facções, meio cruel, pela sequência de agressões impostas, e recurso que dificultou a defesa da vítima, mantida subjugada perante o grupo. A pena de Alison foi fixada em 36 anos de reclusão, enquanto Max e Eduardo receberam 25 anos e 10 meses cada um, e Willian foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão.

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