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Justiça Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026, 17:05 - A | A

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Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026, 17h:05 - A | A

SETEMBRO AMARELO

Saiba como buscar atendimento de saúde mental pelo SUS e garantir apoio judicial em MT

Unidades básicas e CAPS são as portas de entrada na rede pública, enquanto a Defensoria Pública atua para assegurar tratamentos e consultas quando há omissão do Estado.

DA REDAÇÃO

Reprodução

Setembro Amarelo

Quem enfrenta sofrimento psíquico deve procurar uma unidade básica de saúde (UBS) do bairro. É ali que começa o atendimento pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com avaliação médica e encaminhamento, quando necessário, para serviços especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Em casos de surto, a orientação é acionar o Samu, pelo 192.

Quando o atendimento não é oferecido ou há dificuldade para conseguir consulta, tratamento ou outro serviço de saúde mental, a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) pode ser acionada. O órgão atua para garantir o acesso aos serviços públicos. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp (65) 99963-4454.

A orientação é reforçada neste mês, quando o Setembro Amarelo amplia as ações de prevenção ao suicídio. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.

“A pessoa que tem alguma deficiência psicossocial ou está em algum sofrimento psíquico, deve saber que a primeira coisa que ela tem que fazer é procurar ajuda”, afirma o defensor público Denis Thomaz, coordenador do Grupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos e Saúde Mental (Gaedic Saúde Mental).

Não é preciso esperar uma crise para buscar atendimento, segundo Thomaz. Os sinais de sofrimento devem ser identificados e tratados antes que o quadro se agrave.

Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Saúde registrou 1.873 notificações de violência autoprovocada em 2024. No mesmo ano, foram contabilizados 315 óbitos por violência autoprovocada intencionalmente.

Para Thomaz, a prevenção passa pela identificação precoce, pelo acompanhamento e pelo fortalecimento das redes de proteção. Ele também defende que o tema seja tratado de forma aberta e responsável.

A saúde mental é atendida pelo SUS por meio de uma rede que inclui unidades básicas, serviços especializados, hospitais e CAPS. A Defensoria pode intervir quando o cidadão não consegue acessar esses serviços.

Além de problemas como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e esquizofrenia, a Defensoria chama atenção para fatores sociais que podem agravar o sofrimento. Entre eles estão dificuldades financeiras, conflitos familiares, isolamento e abuso de álcool. Outro problema citado é o uso excessivo de plataformas de apostas on-line, as bets.

O defensor diz que o uso problemático das apostas pode afetar a saúde mental, as finanças, a rotina e as relações familiares e sociais.

A vulnerabilidade social também aparece entre os fatores de risco. Para o defensor público Geraldo Vendramini, que atua em Porto Alegre do Norte, situações de abuso, desestrutura familiar, alcoolismo e insegurança econômica podem aprofundar o sofrimento.

Vendramini diz que a Defensoria também atua por meio do acolhimento e da escuta. Segundo ele, a garantia de direitos pode reduzir a ansiedade e devolver perspectivas a pessoas que enfrentam situações extremas. A instituição também cobra do Estado e dos municípios a estruturação dos serviços de saúde mental. Por meio do Gaedic, ingressa com ações civis públicas quando identifica ausência ou insuficiência da rede.

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