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Política Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026, 18:00 - A | A

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Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026, 18h:00 - A | A

PETISTA ENVERGONHADO

Millas desenterra passado de Valdemar com PT e alfineta Wellington: "ele é de esquerda"

O candidato do Missão atribuiu ao suposto relacionamento do senador com Lula a debandada de prefeitos do PL do seu palanque nas eleições de 2026

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

Arte/HNT

O senador Wellington Fagundes (PL) e o jornalista Rafael Millas (Missão), ambos candidatos ao governo.

O senador Wellington Fagundes (PL) e o jornalista Rafael Millas (Missão), ambos candidatos ao governo.

O candidato ao governo, Rafael Millas (Missão), relembrou o passado do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em alianças com o PT durante o primeiro mandato do presidente Lula (PT) e o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Millas afirmou que, assim como Costa Neto, seu adversário nas eleições de 2026, o senador Wellington Fagundes (PL), é "de esquerda".

Millas falou que esse é um dos motivos para prefeitos e outras lideranças do PL não apoiarem a candidatura de Wellington ao Palácio Paiaguás.

"Olha a debandada de prefeitos que teve, o pessoal do partido. Prefeitos debandaram, deputados debandaram, porque ninguém quer ficar perto desse cara, porque ele é de esquerda", afirmou.

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Para Millas, o apoio da alta cúpula nacional do PL não será suficiente para 'salvar' a candidatura de Wellington, já que, segundo ele, a direção nacional não representa necessariamente o eleitorado mato-grossense. "O PL não quer ele. O Valdemar quer ele", disparou.

Millas tem adotado como estratégia questionar a identidade ideológica do senador, tentando afastá-lo do eleitorado bolsonarista e disputar os votos mais alinhados à direita.

"Eu vou tomar o espaço dessa direita mentirosa, porque meu partido é o Missão. É o único partido que é direita, de fato", afirmou.

O candidato disse ainda que não pretende concentrar sua disputa no eleitorado de esquerda e argumentou que esse campo político já possui representantes na corrida pelo Palácio Paiaguás. "Eu me proponho a tomar o espaço de quem finge que é direita", concluiu.

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