O candidato ao governo, Rafael Millas (Missão), voltou a subir o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL) durante o debate promovido pela TV Vila Real, nesta terça-feira (1º). Millas questionou Wellington sobre o apelido de “Trintinha”, como seria conhecido o senador em Brasília, segundo o candidato. O termo faz referência, de acordo com a acusação de Millas, à suposta cobrança de 30% em propina sobre valores de contratos articulados por Wellington.
Millas também acusou o adversário de mentir ao negar que foi citado em delação do ex-governador Silval Barbosa e cobrou explicações sobre Cinésio Nunes de Oliveira, ex-secretário de Estado de Infraestrutura que atualmente ocupa cargo de secretário parlamentar no gabinete do senador.
“Wellington, o senhor mentiu. O senhor falou que nunca foi delatado, mas o senhor foi delatado por Silval Barbosa, que afirmou que o senhor pedia propina na Secretaria de Infraestrutura”, disparou.
LEIA MAIS: Wellington acusa Rafael Millas de ser “candidato de aluguel” durante debate
Cinésio Nunes de Oliveira foi condenado pela Justiça ao ressarcimento de R$ 3,4 milhões em uma ação de improbidade administrativa relacionada a um esquema de recebimento de propina envolvendo obras na MT-413, durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa. Millas fez uma relação entre Wellington e Cinésio, aproximando o senador do esquema de desvio de dinheiro público. A intenção do candidato é associar o apelido “trintinha” à suposta cobrança de 30% sobre os valores dos contratos que teriam sido articulados por Wellington.
“Eu queria o senhor falar sobre isso. Mas também eu quero fazer uma pergunta muito clara, porque agora [...] denunciou o senhor também. A pergunta é: quem é Cinésio e onde Cinésio trabalha hoje?”, disparou Millas.
As investigações que atingiram Cinésio apontaram irregularidades na pavimentação da rodovia e também envolveram a Construtora Rio Tocantins. A empresa foi citada em depoimentos de Silval Barbosa e de Valdísio Viriato como uma das empreiteiras que teriam atuado no pagamento de vantagens indevidas.
Segundo decisão judicial mencionada no processo, o proprietário da empresa teria pago aproximadamente R$ 3,5 milhões em propina. A Justiça apontou prejuízo de R$ 3,4 milhões aos cofres públicos. Cinésio foi condenado ao ressarcimento integral do dano e à suspensão dos direitos políticos por cinco anos. A defesa recorreu da decisão.
Atualmente, ele ocupa o cargo de secretário parlamentar no gabinete de Wellington Fagundes, informação que já havia sido utilizada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no debate promovido pelo Primeira Página e Rádio Centro América para atacar o senador.
"CANDIDATO DE ALUGUEL"
Millas e Wellington têm protagonizado uma das principais trocas de ataques da disputa pelo Palácio Paiaguás. Após o debate da TV Vila Real, o senador afirmou que o adversário seria um "candidato de aluguel" e acusou o governador Otaviano Pivetta de ter “contratado” a candidatura do jornalista para dividir os votos da direita.
Millas negou qualquer articulação com Pivetta, mas deixou claro que considera Wellington seu principal adversário. Segundo ele, os dois disputam o mesmo eleitorado, formado majoritariamente por eleitores de direita.
O candidato do Missão tem adotado como estratégia associar Wellington a episódios de seu passado político, citando investigações como a Operação Sanguessuga, as delações relacionadas à gestão de Silval Barbosa e supostas indicações para cargos no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) durante governos petistas.
VEJA VÍDEO
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










