Arte/HNT

O senador Wellington Fagundes (PL) e o jornalista Rafael Millas (Missão), ambos candidatos ao governo.
O candidato ao governo e senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que seu adversário, o jornalista Rafael Millas (Missão), é um "candidato de aluguel", cuja candidatura teria sido encomendada para dividir os votos da direita. Fagundes apontou o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como o suposto "contratante". Millas rebateu Wellington, afirmou que sua candidatura é legítima e ressaltou que foi escolhido para disputar a eleição majoritária pelo presidenciável Renan Santos (Missão).
"Ele é um candidato de aluguel. Todos sabem, o Rafael Millas. Quem alugou? O Pivetta, é muito claro", provocou Wellington Fagundes após o debate desta terça-feira (1º), promovido pela TV Vila Real.
De acordo com o senador, Otaviano e Rafael teriam formado uma espécie de dupla durante o debate, combinando perguntas e interferindo na discussão com o objetivo de tentar desequilibrá-lo.
"Olha as perguntas, eles jogando um joguinho muito combinado. Isso está muito claro. O Rafael Millas disse por muitas vezes que queria massacrar o Wellington porque tinha um objetivo. Alguém o contratou para isso", afirmou Fagundes.
Millas negou ter articulado perguntas com Otaviano, mas acentuou que elegeu Wellington como seu principal adversário. Segundo o candidato, ele e Fagundes disputam o mesmo eleitorado: os votos da direita. Por esse motivo, afirmou que sua estratégia é ocupar o espaço político hoje explorado pelo senador.
"Eu tenho que tomar o espaço dele, pois o Missão é o único partido de direita no Brasil", disparou.
Para reduzir o espaço de Wellington entre os eleitores de direita, Millas afirmou que sua estratégia é "empurrar" o senador "para a esquerda", investindo em associações que o aproximem do PT. O candidato também tem retomado denúncias relacionadas ao passado político de Wellington, entre elas a Operação Sanguessuga, deflagrada pela Polícia Federal em 2006, que investigou um esquema conhecido como “máfia das ambulâncias” e teve o senador entre os alvos das investigações.
Outro fator levantado por Millas também é utilizado por Pivetta: a atuação de Wellington em relação ao comando do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e supostas indicações para cargos no alto escalão durante os governos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Eu entendo o Wellington. Ele não pode me chamar de corrupto. Já eu posso. Então, deixa ele. O que ele pode me atacar é com isso. Ele tem que responder pela Sanguessuga, pelo Dnit, pelas delações do Silval", concluiu Millas.
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