O juiz Marcos Terêncio Agostinho Pires, do Núcleo de Custódia da Segunda Vara Especializada da Violência Doméstica de Cuiabá, converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Thyago Jorge Machado pelo crime de denunciação caluniosa em contexto de perseguição. A decisão ocorreu nesta terça-feira (1º) após audiência de custódia.
Thyago é suspeito de manusear o veículo da ex-companheira para esconder 890 gramas de cocaína e acionar falsamente a Polícia Civil para forjar uma abordagem contra ela. Ele é irmão de Thays Machado, assassinada a tiros em Cuiabá pelo ex-companheiro Carlnhos Bezerra, que também a perseguia.
Em 2022, Thyago foi demitido da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) por ser um dos donos de um laboratório particular que emitiu um parecer favorável à médica Letícia Bortolini, acusada de atropelar e matar o verdureiro Francisco Lúcio Maia em 2018. Outro motivo pelo desligamento foi por não ter comunicado a desistência de seu doutorado e aproveitar o que deveria ser destinado aos estudos para realização de atividades privadas.
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O magistrado considerou o alto grau de planejamento da conduta, a periculosidade do suspeito e o risco à integridade psicológica da vítima para justificar a manutenção da segregação para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal.
“O contexto em que se deu a situação narrada demonstra a necessidade da manutenção da prisão cautelar para a garantia da ordem pública, considerando a integridade física e, sobretudo, a integridade psicológica da ofendida”, destacou.
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Na mesma decisão, o juiz relaxou a prisão em flagrante em relação aos crimes de tráfico de drogas e ameaça isolada por entender que o lapso temporal entre os atos e a prisão não se enquadrava nas hipóteses legais de flagrância, embora tenha ressaltado a presença de indícios de autoria e prova da materialidade.
A tramitação do processo revelou ainda denúncias de agressões físicas sofridas pelo custodiado dentro da delegacia, o que levou o magistrado a determinar o envio de ofício à Corregedoria da Polícia Civil para apuração de eventual violência policial. Ex-atuante da Politec na área de computação forense, Machado deverá ser mantido em cela especial com garantias à sua integridade física, e o caso foi redistribuído para a Primeira Vara de Violência Doméstica da Capital.
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