O delegado Nilson Farias confirmou no Tribunal do Júri que julga os réus Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusados pelo homicídio do advogado Roberto Zampieri que a motivação do crime foi uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões. A informação foi dada em depoimento nesta terça-feira (28) no Fórum da Capital.
De acordo com Farias, no mesmo dia em Zampieri entrou um com pedido de apresentação de provas num processo cível de fazenda de R$ 100 milhões, em 09 de outubro de 2023, Caçadini teria começado a investigar informações sobre o advogado, incluindo a localização do seu escritório. Dois meses depois, Zampieri foi executado a tiros no Bosque da Saúde, na capital, por Antônio Gomes da Silva.
O provável mandante, Aníbal Manoel Laurindo, recebeu uma ligação de Caçadini logo após o crime ocorrer. A ligação anterior do coronel aposentado do Exército foi para o executor.
“Antonio falou que recebeu um áudio de uma pessoa do sexo masculino com sotaque italiano. Antes do homicídio, Caçadini liga para o Antônio e logo depois liga para o Anibal”, frisou, destacando que as informações foram obtidas após quebra de sigilo telefônico.
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