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Justiça Terça-feira, 28 de Julho de 2026, 09:21 - A | A

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Terça-feira, 28 de Julho de 2026, 09h:21 - A | A

CASO ZAMPIERI

Defesa diz que coronel é 'preso político' e promete provar inocência em júri

Roberto Zampiei foi assassinado em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, quando deixava seu escritório de advocacia, na capital

RAYNNA NICOLAS E BIANCA MORTELARO
Da Redação/Do Local

HNT/Bianca Mortelaro

SARAH QUINETTI

A defesa do coronel Etevaldo Caetano de Azeredo, réu pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, afirmou nesta terça-feira (28) que o militar é um "preso político" e disse estar confiante de que conseguirá provar a inocência do cliente durante o julgamento. 

"O coronel é um preso político e eu tenho certeza que nós vamos provar. O coronel não tem nada a ver com esse crime. Nós acreditamos muito na inocência do nosso cliente", disse a advogada Sarah Quinetti, conhecida como "Rainha do HC". 

Roberto Zampiei foi assassinado em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, quando deixava seu escritório de advocacia, na capital. O crime estaria relacionado a uma disputa judicial por terras avaliadas em cifras milionárias no interior de Mato Grosso. 

Etevaldo é apontado como financiador do crime. Além dele, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Antônio Gomes da Silva, denunciados respectivamente como autor e executor do homicídio, sentam no banco dos réus nesta terça-feira. 

O caso desvendou um esquema de venda de sentenças no Judiciário que atingiu tribunais estaduais e chegou até o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Questionada se Etevaldo sabia das negociatas, a advogada respondeu que o réu sequer conhecia o advogado. 

"O coronel nunca ouviu falar no nome de Zampieri. O coronel nunca soube quem é Zampieri na rua. Ele nunca esteve aqui, ele era amigo, sim, do Aníbal. Mas ele não tem nada a ver com esse crime. Nós vamos provar isso no júri", reforçou. 

O advogado Jayme Carvalho, que também faz parte da defesa de Caçadini, afirmou estar tranquilo de que será provada a inocência de seu cliente. "A defesa está muito confiante na insustentabilidade das provas que o Ministério Público carregou até agora", destacou.

Aníbal Manoel Laurindo foi denunciado como mandante do crime. Ele e Etevaldo se conheciam devido a afinidades políticas. Além de Aníbal, a esposa dele, Elenice Laurindo, também responde pelo assassinato.

*Atualizado às 10h26

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