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Justiça Terça-feira, 29 de Setembro de 2026, 09:54 - A | A

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Terça-feira, 29 de Setembro de 2026, 09h:54 - A | A

JÚRI RETOMADO

Promotor pede pena próxima de 30 anos para acusados de matar Zampieri

Samuel Frungillo afirmou que acusação defende homicídio triplamente qualificado com pena de até 30 anos de prisão para os três réus julgados no Fórum da Capital

BIANCA MORTELARO E ANDRÉ ALVES
Da redação/Do local

Josi Dias/TJMT

PROMOTOR Samuel Frungillo DO MPMT

O promotor de Justiça Samuel Frungillo, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), afirmou que espera que a pena máxima dos três réus acusados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri. Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa são julgados pelo Tribunal do Júri, que foi retomado pela manhã desta terça-feira (29) no Fórum de Cuiabá.

Frungillo ressaltou que a definição da pena depende da decisão do Conselho de Sentença e, posteriormente, da dosimetria feita pelo magistrado responsável pelo julgamento.

“É difícil prever qual vai ser a pena aplicada pelo magistrado. Mas o pedido do Ministério Público é que eles sejam condenados por homicídio triplamente qualificado, mediante paga, promessa de recompensa, utilização de arma de uso restrito e utilização de recursos que dificultaram a defesa da vítima”, declarou em coletiva de imprensa.

LEIA MAIS: Justiça retoma julgamento de acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá

O promotor afirmou ainda que, caso os réus sejam condenados nos termos defendidos pela acusação, a pena poderá ficar próxima do limite máximo. Samuel destaca que os três respondem a outro processo relacionado a uma suposta organização criminosa.

“Eu acredito que a pena se aproximará do máximo de 30 anos. Mas eles, volto a dizer, os que estão sendo julgados hoje aqui também serão julgados, em breve, por integrarem organização criminosa no outro processo, onde eles também estão presos, que pode também agravar ainda mais a pena deles”, afirmou.

O julgamento é presidido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. A acusação é conduzida por Frungillo e pelo promotor Vinícius Gahyva Martins. Ao longo da sessão, devem ser ouvidas testemunhas indicadas pela acusação e pelas defesas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, investigadores e analistas de inteligência que participaram da apuração do crime.

A sessão desta terça-feira corresponde a um novo julgamento. O primeiro júri começou em 28 de julho e teve seis testemunhas ouvidas, mas foi interrompido no dia seguinte após um dos integrantes do Conselho de Sentença apresentar um problema de saúde. Com a dissolução do conselho, a Justiça determinou a realização de um novo júri e a repetição dos atos necessários diante do novo corpo de jurados.

O CASO

Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em dezembro de 2023, quando estava em seu veículo nas proximidades do escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva é apontado como o executor dos disparos e confessou a participação no crime durante as investigações. Hedilerson Fialho Martins Barbosa é acusado de atuar como intermediário e de fornecer a arma utilizada na execução, enquanto Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como responsável pelo financiamento e pela articulação do crime.

Segundo a acusação, o homicídio estaria relacionado a uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões. Os supostos mandantes do assassinato respondem em processo separado e não são julgados nesta sessão do Tribunal do Júri.

A responsabilidade criminal dos três acusados será definida pelo Conselho de Sentença. Já a eventual pena, em caso de condenação, será estabelecida pelo juiz responsável pelo julgamento, conforme as circunstâncias reconhecidas no processo.

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