A troca de mensagens nas redes sociais entre Lecornu e Mélenchon, um dos principais pré-candidatos à Presidência, refletiu o clima político cada vez mais combativo antes de uma eleição presidencial crucial na próxima primavera e em meio à crescente pressão sobre as finanças da França.
Políticos de todo o espectro ideológico estão buscando temas que repercutam entre os eleitores. As queixas dos estudantes sobre a deterioração das escolas, a falta de professores e a pesada carga horária se tornaram a mais recente bandeira abraçada por alguns pré-candidatos.
Lecornu, por sua vez, tenta reunir apoio público e político suficiente para aprovar o Orçamento de 2027 em um Parlamento dividido, onde o governo do presidente Emmanuel Macron enfrenta forte oposição. Muitos adversários se recusam a aceitar os cortes de gastos propostos enquanto os custos elevados da energia e outras despesas pressionam os orçamentos das famílias.
Mélenchon, de 75 anos, veterano líder anticapitalista de discurso inflamado, terminou em terceiro lugar na eleição presidencial de 2022 e em quarto em 2017 e 2012. O ex-senador espera avançar além do primeiro turno, em 18 de abril, e se classificar para o segundo turno, em 2 de maio. Os eleitores mais jovens podem ser decisivos para suas chances. Macron é impedido pela Constituição de disputar um terceiro mandato consecutivo.
Mélenchon defendeu os estudantes nesta segunda-feira, 28, depois que Lecornu acusou integrantes de seu partido, o França Insubmissa, de incentivar as manifestações dispersas.
Os protestos começaram em escolas da região de Paris na semana passada, provocaram prisões e se espalharam para outras regiões. Na região de Alpes-Maritimes, no sul, a polícia prendeu nesta segunda-feira 10 estudantes do ensino médio sob acusações de atear fogo, lançar projéteis e cometer outros atos violentos que deixaram dois estudantes feridos, informou o governo regional.
Mélenchon acusou o governo Lecornu de reprimir os estudantes com "ferocidade" e com "um tom inequivocamente racista". "Não toquem em nossos jovens", escreveu, pedindo aos apoiadores do França Insubmissa que se envolvam "onde quer que possam".
Lecornu respondeu que a acusação de racismo "é um insulto". "Os estudantes têm direito à segurança. Os funcionários têm direito à proteção. Os policiais têm direito ao respeito no exercício de suas funções", escreveu. "Condenar a violência e aqueles que atacam estudantes do ensino médio deveria exigir menos esforço de você do que difamar aqueles que os protegem. Deveria ser mais fácil do que jogar lenha na fogueira." Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
(Com Agência Estado)
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