O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá retomou, às 9h desta terça-feira (29), o julgamento dos acusados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri. A sessão ocorre no Fórum da Capital, sob a presidência do juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri, e analisa as acusações contra Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, denunciados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por homicídio triplamente qualificado.
LEIA MAIS: Justiça remarca para setembro julgamento dos réus acusados de matar Zampieri
A acusação é conduzida pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. Durante a instrução em plenário, serão ouvidas testemunhas arroladas pela acusação e pelas defesas, incluindo delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, investigadores, analistas de inteligência e outras pessoas ligadas à apuração do caso.
Esta é a segunda tentativa de realização do júri popular. O primeiro julgamento, iniciado no fim de julho deste ano, foi interrompido após um dos jurados apresentar problemas de saúde no segundo dia dos trabalhos. Diante da impossibilidade de continuidade da sessão, o Conselho de Sentença foi dissolvido e a Justiça determinou a convocação de um novo corpo de jurados, tornando necessária a repetição de todos os atos realizados em plenário.
LEIA MAIS: Julgamento dos acusados pela morte de advogado é suspenso após um dos jurados passar mal
Os três réus permanecem presos preventivamente. O magistrado responsável pelo caso manteve as prisões cautelares ao considerar a gravidade dos fatos investigados, a forma de execução do crime e o risco de fuga, uma vez que os acusados residem fora de Mato Grosso.
RELEMBRE O CASO
Em dezembro de 2023, o advogado Roberto Zampieri foi morto a tiros no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, logo após deixar seu escritório e entrar em seu veículo. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Antônio Gomes da Silva teria sido o executor dos disparos, com apoio de Hedilerson Fialho Martins Barbosa. Já o coronel aposentado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como financiador da ação criminosa mediante promessa de recompensa.
Segundo as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, o homicídio estaria relacionado a uma disputa agrária e judicial envolvendo uma propriedade rural avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões. As apurações apontam o produtor rural Aníbal Manoel Laurindo como suposto mandante do crime, embora essa acusação seja tratada em procedimento próprio.
A morte do advogado também teve desdobramentos além da ação penal que tramita no Tribunal do Júri. O conteúdo encontrado no telefone celular da vítima serviu de base para a Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de negociação de decisões judiciais, tráfico de influência e possíveis irregularidades envolvendo integrantes do sistema de Justiça em diferentes esferas.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










