A vereadora por Cuiabá, Baixinha Giraldelli (Solidariedade), chorou ao citar a parceria com Dilemário Alencar (União Brasil) e destacou promessas descumpridas pelo grupo da presidente da Câmara, Paula Calil, ao justificar o seu voto à chapa de Ilde Taques (Podemos), que também disputa o comando da Casa. Baixinha deixou em aberto a mudança de voto, afirmando que pode assumir um "novo rumo". Em tom amistoso, ela ressaltou que segue na torcida por Dilemário, mesmo migrando para o grupo adversário.
De acordo com a vereadora, sua decisão não foi tomada por pressão ou de "cabeça quente", mas após mais de cinco meses de articulações e conversas em torno da eleição da Mesa Diretora.
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"Eu não tomei a minha decisão com cabeça quente, não tomei por emoção, não tomei por pressão. Foram mais de cinco meses de articulações, mais de cinco meses defendendo um nome, mais de cinco meses acreditando em um projeto, mais de cinco meses caminhando ao lado do vereador Dilemário", falou Baixinha nesta terça-feira (29).
Baixinha acentuou que a mudança não foi feita pelas costas de Dilemário. Segundo ela, houve lealdade da parte dela, o defendendo "até onde conseguiu" e que ao optar por caminhar com Ildes, o procurou para anunciar o novo posicionamento.
A vereadora concorreu à vice-presidência na chapa de Dilemário, 'enterrada' pela base do prefeito Abilio Brunini (PL), que decidiu endossar a candidatura à reeleição de Paula. Inicialmente, a presidente também estava ao lado de Dilemário, mas mudou de plano ao ser ventilada como candidata por Abilio.
Paula enfrentou uma cruzada nos tribunais, com diversos processos para emplacar a mudança do quórum qualificado (18 votos) e abrir caminho para a reeleição com uma mudança no regimento interno da Casa. A medida foi concedida nesta semana após Wilson Kero Kero (Democratas) ingressar com pedido de tutela de urgência. O deferimento benefícia a presidente na busca por alterar o regimento e pleitear a reeeição.
Em meio a esse cenário, Dilemário e Baixinha, assediados pela base no início das articulações da votação da Mesa, acabaram escanteados. Paula Calil afirmava que apoiaria Dilemário caso não viabilizasse a mudança do regimento, que foi resistido pela maioria dos vereadores. Mas a presidente optou por investir na disputa jurídica afim de obter um novo mandato. A postura de Paula foi entendida por Baixinha como uma traição.
"Uma coisa é discordar. Outra é você olhar para uma pessoa e dizer que existe um grupo, falar em compromisso, falar em parceria e depois descobrir que decisões importantes foram tomadas sem ter coragem de conversar olho no olho. Isso machucou", desabafou.
Ao justificar a mudança de grupo, a vereadora afirmou que outros integrantes da disputa também conversaram com ela e respeitaram sua posição.
Com o retorno da chapa de Dilemário, três vereadores disputam a presidência da mesa diretora. O grupo de Ilde Taques tem maioria, contando com 15 dos 27 vereadores.
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