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Justiça Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2021, 15:32 - A | A

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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2021, 15h:32 - A | A

DERROTA DO MP

Decisão do TJMT mantém patrocínio de R$ 3,5 milhões ao Cuiabá

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contestou a dispensa de prestação de contas da verba pública que será repassada aos clubes de futebol pelo Programa Mato Grosso Série A.

RAYNNA NICOLAS
Da Redação

Reprodução/ CUIABÁ

CUIABÁ

Os membros do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) indeferiram pedido de liminar do Ministério Público Estadual contra a Lei nº 11.550 de 2021, que cria o Programa Mato Grosso Série A. Com a norma, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) fica autorizada a firmar contratos de patrocínio com as equipes esportivas que estejam disputando as séries A e B do Campeonato Brasileiro, nos valores de R$ 3,5 milhões, à Série A, e R$ 1 milhão para o time que estiver na Série B.

Na prática, a lei destinaria R$ 3,5 milhões aos cofres do Cuiabá Esporte Clube, atualmente o único do Estado a integrar a elite do futebol brasileiro. A legislação, contudo, não prevê a exigência de prestação de contas pela entidade recebedora das verbas públicas. Nesse sentido, o Ministério Público alegou que o patrocínio assegurado pela lei viola os princípios constitucionais e a jurisprudência do Tribunal de Contas da União (TCU).

"A lei, na forma em que se encontra, ao prever o repasse de valores diretamente a empresas privadas, antevendo tão somente uma contrapartida propagandista; sem estudo prévio de que a forma eleita é a mais adequada para promoção das potencialidades turísticas, econômicas e ambientais do Estado de Mato Grosso; sem controle de gastos de que o valor repassado será utilizado exclusivamente para a consecução do objetivo, ainda que de forma indireta, padece de grave vício de inconstitucionalidade, por violação à moralidade, eficiência e dever geral de prestação de contas", diz trecho.

Entretanto, o desembargador Juvenal Pereira, relator do processo, divergiu do entendimento do órgão ministerial. O magistrado argumentou que a falta de transparência dos gastos não implica em inconstitucionalidade. 

"A princípio, não encontrei ser ela inconstitucional porque há garantia do patrocínio pelo poder público, ou órgão público e isso tem sido corriqueiro. A prestação de contas de que faltaria transparência dos gastos, caso não sendo cumprido, não a torna inconstitucional. Devem ser responsabilizados aqueles que irão dispor do dinheiro, através de uma Ação Civil Pública e eu, nesta direção, estou indeferindo a liminar", disse. 

O voto foi acompanhado por unanimidade. 

 

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Gilston 13/12/2021

Olha só... Governo de MT não pode dar RGA e aumento salarial pra policia civil, mas, tem dinheiro sobrando pra enfiar em time de futebol. Quantas familias estão por aí sem saber o que comer no almoço e janta, sem empregos, e aí o governador torra dinheiro nosso, dinheiro dos nossos imposto que seria pra hospital creches asfalto. Não vejo o da que esta gestão sai do poder. Policais penais estão aí salario defasado.

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