O juiz Ednei Ferreira dos Santos, presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Jaciara (144 km de Cuiabá), condenou Wanderson da Silva Ferreira, conhecido como "Índio", a 53 anos e 10 dias de prisão pelos crimes de feminicídio qualificado e tráfico de drogas. A sentença foi proferida após julgamento realizado nesta terça-feira (22).
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu na madrugada de 27 de junho de 2025. De acordo com as investigações, Wanderson não aceitava o fim do relacionamento com A.F.S., que era mãe e responsável por um filho de seis anos.
Ainda conforme os autos, o réu esperou a chegada da vítima em frente à casa dela, em Jaciara, e a atacou com uma faca. A mulher foi atingida por ao menos dez golpes e morreu no local.
Os jurados reconheceram que o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar e foi motivado pela condição de mulher da vítima. Também foram aceitas as qualificadoras de meio cruel e emboscada, além das causas de aumento de pena pelo fato de a vítima ser mãe e responsável por uma criança.
Após o crime, segundo a acusação, Wanderson fugiu de motocicleta. Horas depois, por volta das 15h do mesmo dia, ele foi localizado na BR-364, em Alto Araguaia, a cerca de 276 quilômetros de Jaciara.
Durante a abordagem policial, o réu teria arremessado uma sacola em uma área de mata. No local, os policiais encontraram 36 porções de cocaína acondicionadas em eppendorfs, totalizando 23,33 gramas da droga. Para os jurados, ficou comprovado que o entorpecente era transportado para comercialização, o que resultou também na condenação por tráfico de drogas.
A pena pelo feminicídio foi fixada em 47 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão. Pelo tráfico, Wanderson recebeu condenação de 5 anos e 5 meses. Somadas, as penas chegaram a 53 anos e 10 dias de prisão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado.
Na sentença, Ednei Ferreira dos Santos determinou ainda o pagamento de indenização mínima de R$ 50 mil ao filho da vítima pelos danos causados pela perda da mãe.
A acusação no júri foi conduzida pela promotora de Justiça Cynthia Quaglio Gregorio Antunes.
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