A mato-grossense que disputa a presidência da República, Clariana Barão (DC), voltou a criticar o também presidenciável Augusto Cury (Avante), que cumpre agenda em Cuiabá nesta quinta-feira (24). Ao HNT, Clariana minimizou o efeito político da visita de Cury. Para ela é "só um check" no circuito nas capitais que a campanha de Cury tem feito.
"É uma agenda também de meio turno. Acho que ele quer fazer só um check em Cuiabá", falou.
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Clariana e Cury têm trocado farpas. No debate com o Metrópoles, o candidato ignorou a candidatura de Clariana, destacando Samara Martins (UP) como a "única mulher" na disputa majoritária. A candidata do DC afirmou que vem sofrendo, segundo ela, violência política de gênero desde antes do início oficial da pré-campanha.
"Eu, em relação ao Augusto Cury, você já viu a minha opinião. Eu mandei, eu publiquei um vídeo sobre isso. Venho sofrendo violência política dele desde o início", declarou à reportagem.
A candidata também voltou a mencionar as articulações partidárias que, segundo seu relato, envolveram uma tentativa de substituir sua candidatura por um homem. Em entrevista anterior, Clariana afirmou que Cury teria se referido a ela como "advogadinha que ninguém conhece" durante conversas sobre uma possível composição entre Avante e Democracia Cristã.
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Na nova declaração, Clariana também criticou o comportamento de Cury nas redes sociais. Segundo ela, o adversário teria conhecimento de sua candidatura, mas optado por destacar outra mulher durante manifestações públicas.
"Mesmo ele sabendo da minha candidatura, ele faz questão de falar em rede aberta, de parabenizar uma outra candidatura como se a minha não existisse. Então, de novo, mostra sobre quem ele é, não sobre quem sou eu", pontuou.
No contra-ataque a Cury, Clariana também questionou a visita de Cury à comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. Conforme a candidata, Cury admitiu ter pedido autorização a chefe do tráfico para entrar na comunidade.
"Como que ele sobe o morro sem a Polícia Federal? O candidato à Presidência da República sobe sem a Polícia Federal. E ainda admite que pediu autorização para o chefe do tráfico para ele subir. Eu não quero um presidente que negocia com traficante", concluiu.
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