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Justiça Terça-feira, 04 de Agosto de 2026, 08:34 - A | A

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Terça-feira, 04 de Agosto de 2026, 08h:34 - A | A

DISCRIMINAÇÃO DE GÊNERO

Acusado de matar mulher trans asfixiada vai a júri nesta terça

A sessão reúne autoridades para avaliar motivação, dinâmica e brutalidade do homicídio.

DA REDAÇÃO

Freepik

Justiça

O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá julga nesta terça-feira (4), a partir das 9h, Junio Santos da Silva, acusado de matar a mulher trans conhecida pelo nome social Gisa, identificada como Gerardo Ribeiro Lima Junior. A sessão será realizada no Fórum de Cuiabá, com atuação do promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Segundo a denúncia do MPMT, o réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e pela qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher, por se tratar, conforme sustenta a acusação, de um crime praticado contra uma mulher trans em contexto de discriminação de gênero.

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme as investigações, Gisa foi agredida com extrema violência, sofreu diversos golpes na cabeça e, em seguida, foi asfixiada, lesões que provocaram sua morte.

O Ministério Público afirma que o homicídio teria sido motivado pela condição de mulher trans da vítima. A investigação aponta que o acusado teria reagido de forma violenta ao descobrir que Gisa era uma mulher trans, circunstância que será analisada pelos jurados durante o julgamento.

Ainda segundo o MPMT, a materialidade do crime foi comprovada por laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e outros elementos reunidos durante a investigação. Na decisão de pronúncia, a Justiça entendeu haver indícios suficientes de autoria e determinou que o acusado fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri nos termos da denúncia.

Junio Santos da Silva foi preso em novembro de 2024, no município de Matozinhos, em Minas Gerais, onde foi localizado após investigações. Desde então, permanece custodiado. Conforme os autos, durante a fase de investigação ele confessou o crime em depoimento prestado à polícia, mas optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório judicial.

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