Em adesão à paralisação nacional, motoboys e motoristas por aplicativos de Cuiabá não vão trabalhar nos dias 31 de julho e 1º de agosto. A categoria exige melhores condições de trabalho, maior remuneração pelas corridas e entregas e valorização da profissão.
Em vídeo publicado no Instagram, João Gabril Muniz, mais conhecido como "Bardudão", presidente do Instituto Motoboys, convidou outros motoristas a aderirem o movimento.
"Hoje a taxa dos aplicativos está defasada! Convidamos vocês para participar da paralisação contra o mais entregas. Você passa mais tempo na rua, está longe da sua família, longe dos seus filhos. Convido vocês a paralisarem dia 31 do 7 [julho] e dia 1º [de agosto]", convidou.
O movimento que deve ocorrer também em outras capitais do país surge logo após uma mudança no aplicativo da Uber, que agora cobra o chamado "passe", uma espécie de pacote ou assinatura dos motoristas, que podem escolher pagar a plataforma por tempo de trabalho ou por ganhos.
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"Ou seja, eles estão dizendo que agora 'vocês contratam a gente', não é a plataforma que chama o entregador, é o entregador que contrata a plataforma para livrar de todo e qualquer vínculo, responsabilidades sobre acidente, responsabilidades sobre qualquer direito mínimo que a gente tenha", explicou Gabriel.
Dentre as reinvindicações feitas pelos motoristas e motoboys estão reajuste do passe em 100%, valor mínimo de R$1,50 por km rodado, fim do sistema de mais entregas no aplicativo do iFood e fim dos bloqueios por parada técnica.
Para João Gabriel, ao mesmo tempo em que as plataformas como Uber, 99pop e IFood ampliam seus lucros, os trabalhadores recebem cada vez menos.
Outro ponto questionado é a falta de responsabilização das plataformas por outros custos que ficam sob responbilidade dos próprios motoristas, que precisam arcar com despesas como combustível e manutenção veicular, além de enfrentarem uma jornada de trabalho estendida.
"A gente vai mostrar para a sociedade para os clientes que utilizam as plataformas, o quanto a gente está sendo explorado porque lá na ponta eles continuam cobrando o mesmo valor. É um valor abusivo do cliente e do restaurante e estão pagando menos para a gente! Então a gente está trabalhando o dobro e recebendo menos que a metade, isso é um absurdo! A categoria a nível nacional se revoltou e vamos para as ruas gritar pelos nossos direitos e pedir melhores condições principalmente no tema remuneração", enfatizou.
Além da paralisação nacional, a categoria cuiabana deve se reunir na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) durante os dois dias de movimento, a partir das 8h. Para o representante do movimento na Capital, essa é a única forma das plataformas ouvirem as demandas dos trabalhadores.
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