O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) rebateu as acusações feitas pelo deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) sobre uma suposta compra de votos de delegados para a convenção estadual do partido. Sem citar nomes, Mauro afirmou que a prática atribuída ao seu grupo pode estar sendo cometida pelos próprios acusadores. Mendes classificou a estratégia como uma tática "milenar" da política.
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"Eu digo o seguinte, essa tática é antiga. Já vi muitas vezes as pessoas acusarem os outros daquilo que estão fazendo. Se ele tem alguma prova, que apresente. Senão, vale para ele essa máxima, que é muito milenar, de você acusar as outras pessoas daquilo que você está fazendo", afirmou Mauro nesta segunda-feira (27) durante evento no Parque Novo Mato Grosso
Na sequência, o ex-governador reforçou o recado. "É uma máxima milenar. É um ditado antigo. Isso é muito comum e conhecido na política. Acuse o seu adversário daquilo que você está fazendo", completou.
As declarações são uma resposta às críticas de Júlio Campos, que afirmou haver uma movimentação de empresários ligados ao agronegócio para convencer delegados do União Brasil a votarem contra a candidatura do senador Jayme Campos ao Palácio Paiaguás na convenção marcada para o dia 30 de julho.
Nos últimos dias, Júlio também contestou as declarações de Mauro sobre o número de delegados favoráveis a Jayme. Enquanto o senador afirma contar com o apoio de 35 dos 50 convencionais, Mauro diz que suas contas são diferentes e chegou a declarar, em entrevista ao HNT Entrevista, que "alguém está mentindo para alguém".
A disputa interna divide o União Brasil em Mato Grosso. De um lado, Jayme Campos tenta obter o aval do partido para disputar o Governo do Estado. Do outro, Mauro Mendes mantém o compromisso de apoiar a pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à sucessão estadual.
A convenção estadual do União Brasil decidirá se a legenda terá candidatura própria ao Governo de Mato Grosso ou seguirá o projeto político liderado por Mendes em apoio a Pivetta. Após a votação, a decisão ainda precisará ser homologada pela direção nacional da sigla.
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