O deputado estadual Júlio Campos (UB) denunciou a existência de supostas manobras de cooptação de votos para a convenção estadual do partido, agendada para o dia 30 de julho. Segundo o parlamentar, empresários do setor do agronegócio estariam tentando interferir na decisão da sigla para barrar a candidatura própria do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso. Apesar das movimentações de bastidores, o deputado demonstrou confiança na integridade da base partidária.
“Como é até o dia 30, muitas águas podem correr por baixo da ponte, mas nós estamos plenamente confiantes que a grande maioria dos militantes e filiados convencionais são pessoas dignas, honradas, que não vão aceitar propostas indecorosas, partidas de determinados empresários que têm grandes interesses no governo de Mato Grosso”, afirmou Campos, em coletiva nesta quarta-feira (15).
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As suspeitas levantadas por Júlio indicam que a abordagem a filiados com direito a voto já estaria em curso, especialmente em cidades do interior do estado.
“Já começou, mas não posso dizer porque nós ainda estamos recebendo as denúncias do interior, porque algumas emissário já estão chegando em determinados convencionais do partido oferecendo coisas”, ressaltou.
A gravidade das alegações levou o grupo político dos Campos a estabelecer um monitoramento das condutas durante o período pré-convencional. Júlio ressaltou que medidas legais serão tomadas caso as irregularidades sejam comprovadas.
“Nós estamos patrulhando isso, porque isso é caso de gravidade. Se isso realmente constatar, nós vamos acionar o Ministério Público Eleitoral para acompanhar de perto isso”, declarou o parlamentar.
O impasse no União Brasil reside na divergência entre o grupo de Jayme Campos, que busca o Palácio Paiaguás, e o grupo liderado pelo ex-governador e presidente estadual da sigla, Mauro Mendes.
Mendes defende o apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), visando viabilizar sua própria candidatura ao Senado. Essa disputa gera previsões conflitantes sobre o placar da votação interna. Questionado sobre a viabilidade numérica da candidatura de Jayme, Júlio rebateu as estimativas de opositores internos que apontam um apoio reduzido ao senador.
“A conta original era que nós tínhamos certeza que contaríamos com 35 votos, que é o necessário. Então, vamos aguardar o resultado, companheiro. Doze é só nós da bancada aqui, praticamente”, explicou, referindo-se ao núcleo de aliados mais próximos, que inclui nomes como Lucimar Campos e Dilmar Dal Bosco.
O resultado da convenção será o fator decisivo para determinar se o partido terá candidatura própria ou se integrará a coligação de Pivetta.
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