Quarta-feira, 15 de Julho de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Justiça Quarta-feira, 15 de Julho de 2026, 10:23 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quarta-feira, 15 de Julho de 2026, 10h:23 - A | A

DETALHOU DIA DO CRIME

"Única coisa que vi foram as lágrimas e ele urrando de dor", diz filha de Renato Nery durante julgamento

Lívia Moreira Gomes Nery presta depoimento como testemunha de acusação na manhã desta quarta-feira (15); relato de desespero e detalhes da cena do atentado marcaram o início do julgamento do suposto executor Alex Roberto de Queiroz Silva

BIANCA MORTELARO
Da redação

A filha do advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos, presta depoimento como testemunha de acusação na manhã desta quarta-feira (15), durante a sessão do Tribunal do Júri que julga Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como o executor do crime. No Plenário do Fórum de Cuiabá, o relato detalhou o trauma vivido pela família desde o atentado em 5 de julho de 2024, descrevendo cenas de desespero no local da execução e o persistente sentimento de insegurança dois anos após o homicídio. O julgamento continua em andamento neste momento.

O depoimento concentrou-se nas memórias imediatas do ataque, ocorrido em frente ao escritório da vítima, na Avenida Fernando Corrêa da Costa. A testemunha relembrou a confusão inicial e o choque ao encontrar o pai caído após ser atingido por sete disparos.

“Quando aconteceu, a gente não sabia o que era. Eu não sabia se era um assalto ou se ele estava no lugar errado, na hora errada. Se foi uma bala perdida. A gente não sabia o que estava acontecendo. A única coisa que eu sabia naquele momento é que ele tinha levado tiros na cabeça. Eu não sabia o motivo nem como. E a gente o viu estirado. Quando ele estava estirado no chão, a única coisa que deu para ver foi as lágrimas saindo do olho dele. E ele estava urrando de dor. Ele estava sendo asfixiado”, relatou.

LEIA MAIS: Júri de Cuiabá julga acusado de executar advogado Renato Nery nesta quarta

Livia descreveu a gravidade dos ferimentos de forma contundente, mencionando que ainda retornou ao local horas depois.

“E eu vi o chão do piso onde ele caiu, eu já tinha a dimensão que era algo muito grave, tinha uns pedacinhos de... como se fosse gordura, gordura de carne, eu vi que tinha pedaços da cabeça dele ali no local, eram pequenininhos”, afirmou em plenário.

Ela prosseguiu detalhando o impacto psicológico da cena: “Tanto é que nesse mesmo dia eu tive que voltar no escritório à tarde e eu ainda vi aqueles pedacinhos ali, eram pequenos, mas era como se fosse uma gordura. E eu passei a mão no chão, é tudo muito... A gente contando parece que nem é verdade, mas tinha aqueles pedacinhos de carne mole da cabeça dele ali”.

Em um momento de forte emoção, a testemunha explicou sua reação instintiva diante do corpo do pai.

“E eu passei a mão no chão, assim, na expectativa de levar aquilo, a gente sabe que não tem como, igual corta um dedo, você leva um dedo para costurar, não tinha como colocar aquilo de novo, mas foi só uma ânsia de uma pessoa desesperada”.

O crime, segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), foi motivado por uma disputa judicial por uma área de mais de 12 mil hectares em Novo São Joaquim. A acusação sustenta que o homicídio foi encomendado por R$ 200 mil por um casal de empresários, que teria contado com o apoio de policiais militares para a logística e contratação de Alex Roberto.

ASSISTA O JULGAMENTO: 

 

 

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros