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Justiça Quarta-feira, 15 de Julho de 2026, 08:41 - A | A

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Quarta-feira, 15 de Julho de 2026, 08h:41 - A | A

PRIMEIRO DE SEIS

Júri de Cuiabá julga acusado de executar advogado Renato Nery nesta quarta

Alex Roberto de Queiroz Silva, o primeiro dos seis denunciados a ir a julgamento, é apontado como o atirador contratado por R$ 200 mil; crime contra ex-presidente da OAB-MT foi motivado por disputa bilionária de terras

BIANCA MORTELARO
Da redação

O Tribunal do Júri de Cuiabá julga nesta quarta-feira (15), a partir das 9h, Alex Roberto de Queiroz Silva, acusado de matar o advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos. A sessão será realizada no Plenário do Júri do Fórum da Comarca da Capital. Segundo a decisão de pronúncia, o Ministério Público acusa o réu, que é caseiro, de ter efetuado os disparos que mataram o advogado em 5 de julho de 2024, na Capital. A acusação sustenta que o crime teria sido encomendado por R$ 200 mil em razão de uma disputa judicial por terras. Alex Roberto será julgado por homicídio qualificado e por crimes conexos, tendo sua culpa ou inocência decidida pelo Conselho de Sentença.

De acordo com as investigações, o crime ocorreu em frente ao escritório de Renato Nery, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa. O executor teria aguardado a chegada da vítima e efetuado sete disparos no momento em que o advogado desembarcava de seu veículo, fugindo em seguida em uma motocicleta. Nery, que foi presidente da seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), chegou a ser socorrido e passou por cirurgia, mas faleceu no dia seguinte ao atentado.

LEIA MAIS: Caseiro acusado de matar Renato Nery vai a júri popular dois anos após o crime

A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) aponta que o homicídio foi motivado por uma disputa envolvendo uma área de mais de 12 mil hectares no município de Novo São Joaquim. A atuação jurídica de Renato Nery no caso teria contrariado interesses econômicos de empresários, que são apontados como os mandantes do crime. O casal Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi teria decidido eliminar o advogado após sofrer derrotas processuais que resultaram em prejuízos financeiros expressivos.

Para a execução do plano, o casal teria contratado três policiais militares, o Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira, que atuaram na organização logística, recrutamento do atirador e fornecimento da arma. Alex Roberto de Queiroz Silva, o primeiro dos seis denunciados a enfrentar o júri popular, teria sido recrutado diretamente pelo PM Heron Teixeira.

Durante a sessão de hoje, estão previstas as oitivas de testemunhas fundamentais, incluindo delegados da Polícia Civil, o escrivão do caso e a filha da vítima, Renata Moreira Gomes Nery. Além de Alex, os demais envolvidos, incluindo os empresários e os policiais, permanecem presos preventivamente e também aguardam julgamento pelo Tribunal do Júri.

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