Os vereadores de Barra do Bugres aprovaram, nesta segunda-feira (27), a instalação de uma comissão processante para apurar a conduta do vereador Laércio Norberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro (sem partido), denunciado pela ex-companheira, Deisiane Silva de Assis, por lesão corporal, ameaça e cárcere privado. Caso o parecer seja aprovado pelo plenário, o parlamentar poderá ter o mandato cassado.
O vice-presidente da Câmara, Natanel Almeida (PL), foi sorteado para presidir a comissão. Ivonilson Pereira (Republicanos) será o relator, enquanto Doniezete Martins Pereira (PRTB) atuará como membro.
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A sessão que deliberou sobre a abertura do processo havia sido adiada após a queima da placa do computador responsável pela transmissão das reuniões do Legislativo. A alteração da data foi publicada em despacho no Diário Oficial dos Municípios, transferindo a sessão da última terça-feira (22) para esta segunda-feira (27).
Júnior Chaveiro responde a um processo político-administrativo instaurado após ser denunciado pela ex-companheira por lesão corporal, ameaça e cárcere privado. Na esfera criminal, ele foi absolvido após a denunciante alterar seu depoimento.
No despacho que adiou a sessão, a presidente da Câmara, Cleide Rodrigues de Oliveira, informou que a empresa responsável pela transmissão das sessões comunicou a queima da placa do equipamento, o que impossibilitou o registro e a transmissão pelo canal oficial do Legislativo.
A comissão processante terá prazo de 90 dias para concluir a instrução e apresentar um parecer, que será submetido à votação dos vereadores.
Após as denúncias, Júnior Chaveiro foi expulso do Partido Liberal (PL) por decisão do presidente estadual da legenda, Ananias Filho, e atualmente está sem filiação partidária.
O CASO
O caso teve início após denúncia registrada em abril deste ano. Deisiane Silva de Assis afirmou à Polícia Civil que foi agredida, ameaçada de morte e mantida em cárcere privado pelo então presidente da Câmara Municipal de Barra do Bugres.
Com base no relato, a Polícia Civil instaurou inquérito, a Justiça concedeu medidas protetivas e, posteriormente, decretou a prisão preventiva do vereador, que foi preso em Cuiabá no dia 25 de abril.
Na esfera política, Júnior Chaveiro perdeu a presidência da Câmara, foi afastado cautelarmente do mandato por 90 dias e teve a remuneração suspensa.
Apesar da absolvição na ação penal, o parlamentar continua respondendo ao processo de cassação na Câmara Municipal. Recentemente, a Justiça negou um pedido liminar da defesa para suspender os trabalhos da comissão processante, mantendo o procedimento em andamento até o julgamento do mérito do mandado de segurança.
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