Política Quinta-feira, 10 de Junho de 2021, 14:05 - A | A

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DOSES SÃO DE CUIABÁ

Prefeito descarta possibilidade de Estado ficar com vacinas extras enviadas pelo governo federal

RENAN MARCEL E WELLYNGTON SOUZA
DA REDAÇÃO/ DO LOCAL

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), descartou a possibilidade de o governo estadual se apropriar das vacinas contra a Covid-19 que o Ministério da Saúde enviar como compensação pela realização de jogos da Copa América na Capital. As doses extras foram conseguidas graças à articulação do emedebista e do deputado federal Emanuelzinho (PTB) junto ao governo federal em Brasília.

A chance de as vacinas não chegarem ao destino foi levantada pelo secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que em entrevista à imprensa nesta semana lembrou que a distribuição dos imunizantes obedece critérios estabelecidos pela Comissão Bipartite de Mato Grosso e nenhuma dose vem "carimbada".

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"Não tem nem condição [das vacinas serem apropriadas pela gestão estadual]. O ministro nos deixou claro isso, o presidente nos deixou claro que estava atendendo ao pedido de Cuiabá. Seria até uma apropriação indébita, uma violência. Não tem risco não", disse Emanuel nesta quinta-feira (10).

O prefeito não perdeu a oportunidade para criticar os secretários do governador Mauro Mendes (DEM). "Eu lembro daquela frase 'eles calados são poetas'. Se ficassem calados seriam grandes poetas", disparou.

Gilberto comentou as articulações do prefeito em busca de vacinas junto ao Ministério da Saúde na quarta-feira (9), horas antes do anúncio do ministro Marcelo Queiroga confirmar a destinação de doses extras de vacina contra a Covid-19 para a Prefeitura de Cuiabá, devido à realização de jogos disputados pela Copa América no mês de junho na Capital.

"O governo do Estado não é contra nenhum encaminhamento de vacina que venha para qualquer município ou para o País. Só que isso é uma coordenação estadual. O governo federal não manda vacina específica para nenhum município. Toda vacina que chegar aqui em Mato Grosso a sua utilização será deliberada pelas instâncias de pactuação do SUS [Sistema Único de Saúde], que a CIB", avisou Gilberto.

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