O líder do governo na Câmara de Várzea Grande, Bruno Rios (PL), avalia que o recurso apresentado pelo Legislativo para reverter a suspensão da votação que reelegeu Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Mesa Diretora não será aceito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A eleição vem sendo realizada há cerca de dez anos no mês de maio. No entanto, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) aponta que a escolha deve ocorrer em outubro do último ano do biênio da gestão.
Apoiador da chapa de Lucas Chapéu do Sol (PL), derrotada por Wanderley, Bruno destacou que o recurso foi protocolado pela Câmara Municipal, e não pelo presidente reeleito. O vereador afirmou esperar que os ministros mantenham a decisão para que uma nova eleição seja realizada.
"Acredito que o recurso não deva prosperar, até porque é preciso respeitar os princípios balizadores que estão previstos na Constituição", afirmou Bruno Rios em entrevista à Rádio Cultura, nesta quinta-feira (25).
Bruno negou que a ação represente uma interferência do Judiciário no Legislativo municipal. Segundo ele, o objetivo não é beneficiar qualquer grupo político, mas adequar o processo eleitoral ao que determina a legislação.
"É um erro antigo que não deve permanecer. Se temos tempo para corrigir, vamos corrigir", declarou. "Isso não representa um enfraquecimento da Câmara", acrescentou.
O vereador também destacou que a Câmara de Cuiabá já iniciou discussões para alterar a data da eleição da Mesa Diretora e evitar situação semelhante. O debate no Legislativo cuiabano está polarizado entre os aliados da presidente Paula Calil (PL), favoráveis à mudança, e os apoiadores do vereador Ildes Taques (Podemos), que são contrários à alteração.
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