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Justiça Quinta-feira, 25 de Junho de 2026, 08:16 - A | A

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Quinta-feira, 25 de Junho de 2026, 08h:16 - A | A

192 ANOS DE PRISÃO

Tribunal do Júri condena 7 faccionados por homicídio qualificado e organização criminosa

Condenações incluem homicídio qualificado, cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver em crime ocorrido em Nova Nazaré; réus não poderão recorrer em liberdade.

DA REDAÇÃO

O Tribunal do Júri de Água Boa (730 km de Cuiabá), condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi sentenciada por cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas chegam a 192 anos e quatro meses de reclusão. O julgamento ocorreu nos dias 16 e 17 de junho.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os réus Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos atuavam na região e participaram do planejamento e execução do homicídio de Allan Davi Andrade Sousa, morto em fevereiro de 2024 em uma residência no município de Nova Nazaré.

As investigações apontam que a vítima e o amigo Lucas Orescio Dias foram atraídos para o local sob o pretexto de um encontro com integrantes do grupo criminoso. No imóvel, ambos teriam sido mantidos em cárcere privado por várias horas, após terem os celulares apreendidos e serem impedidos de sair. Conforme o Ministério Público de Mato Grosso, o crime foi motivado por suspeita de vínculo da vítima com facção rival, após uma publicação em rede social.

Ainda de acordo com a acusação, durante o período de retenção, os dois foram submetidos a ameaças e pressão psicológica enquanto os criminosos analisavam os aparelhos telefônicos em busca de confissão. Após a autorização da liderança do grupo, Allan Davi Andrade Sousa foi morto por asfixia com um lençol e, posteriormente, teve o corpo levado para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde foi enterrado em cova rasa e decapitado, circunstância que agravou a condenação.

Enquanto isso, Lucas Orescio Dias permaneceu sob vigilância e teria sido ameaçado para não relatar o ocorrido após ser liberado.

Na dosimetria das penas, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior condenação, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, por homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois de tortura e participação em organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos; Yara Yasmin Vilava Alves a 28 anos; Diego Oliveira dos Santos a 28 anos e oito meses; Ana Julia Xavier Morais a 26 anos; Eduardo Ribeiro da Silva a 25 anos; e Mathias Xavier Campos a 20 anos de reclusão.

Todos os condenados deverão cumprir pena em regime inicial fechado e não terão direito de recorrer em liberdade.

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