Segunda-Feira, 13 de Janeiro de 2020, 14h:20

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"Não preciso perder meu tempo com especulação política", diz Mendes sobre candidatos ao Senado

Por: FERNANDA ESCOUTO

Em meio às especulações sobre possíveis candidatos ao Senado, o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que não irá se posicionar ainda sobre a eleição suplementar, que poderá ocorrer no dia 26 de abril. "Eu tenho muitas ações no dia a dia, reais e concretas, não preciso perder meu tempo com especulação política", garantiu o chefe do Executivo.

Alan Cosme/HiperNoticias

carlos favaro

Carlos Fávaro

Com vários pré-candidatos na lista para o pleito, o chefe do Executivo disse que prefere acompanhar o movimento eleitoral à distância. A vaga tão disputada veio após a cassação do mandato da senadora Selma Arruda (Podemos), condenada por caixa 2 e abuso de poder econômico.

“É muito cedo, porque é uma eleição suplementar. Ela tem um cenário totalmente diferente. Eu acredito cada vez mais que o eleitor está muito autônomo, está muito senhor de si. Todas as eleições no Brasil, depois do que aconteceu em 2018, serão muito diferentes. Acredito que nós teremos que pensar muito em um perfil para apresentar para a população, mas só vou me posicionar sobre o processo eleitoral, assim que o jogo estiver definido”, disse o governador durante a inauguração da Avenida Parque do Barbado, nesta segunda-feira (13).

“Caso contrário eu estaria contribuindo, como governador, com as especulações. Eu tenho muitas ações no dia a dia, reais e concretas, não preciso perder meu tempo com especulação política. Não sabemos ainda verdadeiramente quem serão os candidatos ou quando a eleição vai acontecer de fato”, completou.

Na última semana, Mendes juntamente com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), ingressou com um pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o candidato derrotado nas eleições de 2018 para o Senado, Carlos Fávaro, assuma de forma temporária a vaga da senadora cassada.

Fávaro, que foi vice-governador de Pedro Taques (PSDB), ficou em terceiro lugar na última disputa ao Senado com 434.972 votos.

“Nós pedimos sim, entramos com a ação dizendo que Mato Grosso não pode ficar sub representado. Não pedi pela posse do Carlos Fávaro, pedi pela posse do terceiro colocado, que consequentemente é o candidato ao senado Carlos Fávaro à época”, destacou o democrata.

De acordo com a ação, uma das justificativas para que o pedido seja concedido seria o fato de o Estado ficar prejudicado em votações importantes, em decorrência da perda de sua representatividade no Senado

“Nós só somos iguais no Senado. Em São Paulo tem 60 deputados estaduais, nós temos oito. Então precisamos ter no Senado o equilíbrio previsto na Constituição, pois lá é a Casa da Federação, onde cada Estado tem direito a três representantes”, pontuou.

“Enquanto não ocorre as novas eleições, essa tese vai ser analisada pelo Supremo. É uma tese extremamente plausível, por isso que a PGE assumiu. Não só por um pedido nosso, mas porque a tese jurídica ela tem grande fundamento e grande âncora naquilo que prevê a Constituição Federal”, finalizou o governador.

 

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