A vereadora de Cuiabá Michelly Alencar (União Brasil) afirmou ao HNT TV Entrevista que é favorável à discussão do projeto de lei de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL) que propõe o fim das cotas raciais, de gênero e para pessoas com deficiência (PCDs) em concursos públicos realizados pela Prefeitura. Apesar de não declarar apoio integral à proposta, Michelly defendeu que o tema precisa ser debatido no plenário para que se encontre "um equilíbrio maior" na distribuição de vagas.
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"Em alguns lugares, o maior número de vagas nas universidadeds está indo para as cotas do que o número disponível para toda a população. Isso me causou muita estranheza", falou a vereadora.
Michelly destacou que se identifica ideologicamente com a direita, mas ponderou que não se considera representante da extremadireita. Mas indicou afinidade com as defesas de Ranalli. A vereadora indicou que não leu o texto-base do projeto e prefere analisar o conteúdo antes de firmar posição definitiva.
A vereadora argumentou que reconhece as cotas como instrumento de reparação histórica, sobretudo para a população negra, mas demonstrou preocupação com o que considera possível desequilíbrio na proporção de vagas destinadas a grupos específicos. Para ela, é necessário avaliar se o modelo atual garante justiça social sem prejudicar o acesso amplo.
"Conversando com alguns amigos, a gente começou a puxar e tem universidades que têm 60% para cotas, 40%, 30% e quando não ocupadas todas essas vagas, elas não são destinadas para o restante do público. Não é destinado para a fila de espera, por exemplo, das outras. Ela tem que ser ocupada só para quem é da cota. Eu acho que isso não traz justiça", argumentou.
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O projeto de Ranalli derruba o atual modelo de cotas afirmativas e impondo novos critérios a partir da avaliação socioeconômica dos candidatos.
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