A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), admitiu publicamente o enfraquecimento político do vereador afastado Chico 2000 (sem partido) , que agora enfrenta o segundo pedido de cassação em menos de 15 dias. Chico 2000 é o alvo central da Operação Gorjeta, que investiga um esquema de "rachadinha" envolvendo emendas parlamentares destinadas a uma organização social responsável pela Corrida do Legislativo.
Em entrevista à imprensa, Paula Calil foi direta ao avaliar o momento do colega, alvo de três operações policiais em menos de um ano.“É inegável que há um desgaste contra a sua imagem e contra a sua postura. Não podemos dizer que não; há um desgaste para o parlamentar como político”, afirmou a presidente.
Apesar de evitar um "pré-julgamento" antes de uma condenação judicial, a parlamentar defendeu que a abertura de uma Comissão Processante é o caminho necessário para a transparência. Para ela, a Comissão dá a oportunidade para que o parlamentar acusado possa se defender e para que a população entenda o que está acontecendo.
A nova representação contra Chico 2000 foi protocolada pelo servidor e jornalista Juliano Rafael Teixeira Enamoto. O documento baseia-se no inquérito da Deccor, que aponta crimes de desvio de recursos públicos, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Este pedido se soma ao já apresentado pelo ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva, que sofreu uma adição de documentos.
Os dois pedidos sustentam que a permanência simbólica de Chico 2000 no cargo, mesmo afastado e recebendo salário superior a R$ 30 mil, causa danos irreparáveis à credibilidade do Legislativo.
O plenário deve apreciar a admissibilidade dos pedidos na próxima terça-feira (10). A presidente justificu que os pedidos ainda não 'avançaram' para a apreciação da Casa, por falta de tempo hávil da Procuradoria em emitir o parecer, antes da sessão da última quinta-feira (5). "São muitas páginas. Na terça-feira, estaremos apreciando em plenário", garantiu.
Apesar da tensão gerada pela situação de Chico, a presidente busca isolar crise, tentando blindar a instituição do impacto das investigações. Paula reforçou que as irregularidades são de responsabilidade individual e não da Casa de Leis como um todo.
“A Casa é maior do que tudo isso. Somos 27 CPFs e cada um responde pelo seu. Prezo pela transparência e a conduta será individualizada”, pontuou a presidente.
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