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Polícia Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 15:07 - A | A

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Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 15h:07 - A | A

CORREGEDORIA FOI ACIONADA

Print de grupo com policiais mostra conversa sobre "comer" mulher presa em delegacia de Sorriso

Mensagens atribuídas a servidores da Polícia Civil antecedem estupro de custodiada dentro da delegacia.

APARECIDO CARMO
Da Redação

A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT) em Sorriso apresentou denúncia para a Corregedoria Geral da Polícia Civil do estado sobre conversas que teriam sido trocadas em um grupo com servidores da corporação lotados na delegacia de Sorriso (397 km de Cuiabá) e que expõem conversas, no mínimo, comprometedoras.

Em um dos diálogos registrados pelo print é possível ver os agentes conversando sobre "amor de grade", que seria a relação entre um investigador e uma presa: "Já vi polícia se apaixonar por bandida várias vezes. Amor de grade", diz um investigador.

Na sequência, outro servidor responde: "Isso aí tá parecendo história pessoal, hein".

Ao que o outro replica: "Dá uma escaldada na piranha, rapaz. Pode comer kkk".

HNT

Print de grupo com policiais mostra conversa sobre

 

Conforme a imagem, a conversa teria ocorrido antes do dia 7 de novembro de 2025. No mês seguinte, ocorreria o estupro de uma custodiada. Após a audiência de custódia, em 9 de dezembro de 2025, a vítima precisou passar a noite na carceragem da delegacia, quando foi abusada.

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Conforme o relato da vítima, o investigador Manoel Batista da Silva, que atuava naquela mesma delegacia, a estuprou quatro vezes no período da noite, madruga e na manhã do dia 10 de dezembro.

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A vítima foi presa por engano, no âmbito da investigação de um homicídio ocorrido em Sorriso. O depoimento de um motorista de aplicativo foi decisivo para que a polícia pedisse a prisão, que foi determinada pelo Judiciário.

Colocada em liberdade no dia 11 de dezembro, ela relatou os abusos aos advogados. De imediato foi acionado o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que foi quem determinou que o caso fosse investigado pela polícia.

No dia 1º de fevereiro, o acusado Manoel Batista da Silva foi preso após determinação do Poder Judiciário.

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