O cantor Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, conhecido como MC Mestrão, dono do hit viral e mundial "Pisada na Cabeça", está entre os alvos da Operação Ruptura CPX, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (31), em Cuiabá e Várzea Grande.
Com mais de 60 mil seguidores nas redes sociais, o artista é investigado por suposta ligação com uma facção criminosa que atuava na região metropolitana, sendo apontado como responsável por promover o grupo e prestar apoio logístico a integrantes.
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Segundo o delegado responsável pelas investigações, Antenor Pimentel, não há indícios de que o cantor tenha participado diretamente de crimes violentos, mas as apurações revelaram envolvimento em atividades consideradas estratégicas para a organização.
De acordo com a Polícia Civil, o MC mantinha conversas com membros da facção sobre ações criminosas, incluindo roubos com violência. As investigações apontam que ele teria intermediado possíveis compradores de veículos roubados, além de ajudar a definir locais para esconder os automóveis.
“Eles combinavam onde iam guardar os veículos e tratavam crimes violentos com naturalidade”, afirmou o delegado durante coletiva
Também há indícios de que o artista tenha atuado na tentativa de negociação de defensivos agrícolas furtados. Durante a coletiva, o delegado destacou que a investigação não busca criminalizar a música, mas sim apurar quando há extrapolação da atividade artística.
Segundo ele, o caso do MC Mestrão ultrapassa esse limite. “A proximidade dele com a facção excedeu a parte artística”, declarou
Ainda conforme a polícia, músicas produzidas pelo artista fariam menção a integrantes e lideranças da facção, o que reforça a suspeita de promoção do grupo criminoso. A investigação também aponta que o cantor tentou gravar conteúdos em áreas dominadas por organizações criminosas fora de Mato Grosso, como o Complexo do Alemão.
Para a polícia, a presença nesses locais e o conteúdo das músicas indicam proximidade com integrantes de alto escalão da facção. Outro ponto destacado pelas investigações é o teor das conversas atribuídas ao artista.
Segundo o delegado, os diálogos incluíam relatos de crimes com alto grau de violência, tratados com naturalidade pelos envolvidos. A Polícia Civil continua apurando o caso para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o papel do artista dentro da estrutura da facção.
RESUMO OPERAÇÃO CPX
A Operação Ruptura CPX foi deflagrada pela Polícia Civil para desarticular uma facção criminosa que atuava em Cuiabá e Várzea Grande, com envolvimento em crimes como tráfico de drogas, roubos, furtos de defensivos agrícolas e lavagem de dinheiro. As investigações apontaram que o grupo possuía estrutura organizada, com divisão de tarefas e tentativa de controle territorial em bairros, especialmente no Complexo Residencial Isabel Campos. A facção também utilizava moradores para monitorar a presença da polícia, criando um sistema de vigilância para dificultar ações das forças de segurança. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão e sete de busca e apreensão, inclusive em São Paulo.
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