O policial federal investigado por ameaçar estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, foi identificado pelo HNT como Adriano Soares de Lima, servidor da ativa da Polícia Federal.
A informação foi confirmada com exclusividade pela reportagem após acesso a documentos e cruzamento de dados obtidos durante a apuração do caso.
Adriano é alvo de investigação conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia da Capital após denúncias de intimidação contra alunos envolvidos no caso conhecido como “lista das estupráveis”, que apura mensagens com conteúdo misógino e referências à violência sexual dentro da universidade.
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Segundo a Polícia Civil, o policial já foi intimado para prestar depoimento, mas ainda não compareceu à unidade policial.
“O autor das ameaças é policial federal da ativa e já foi intimado para ser ouvido, mas ainda não compareceu à unidade policial”, informou a corporação em nota encaminhada à imprensa.
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De acordo com a Polícia Civil, Adriano Soares de Lima registrou boletim de ocorrência alegando que o filho estaria sendo ameaçado por outros estudantes da UFMT, motivo pelo qual teria ido até o campus universitário.
Imagens do sistema de segurança da universidade mostram o homem circulando pelas dependências da instituição durante os episódios denunciados pelos acadêmicos.
Além da investigação conduzida pela 3ª DP, o caso também é acompanhado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), sob responsabilidade da delegada Liliane Diogo.
Documentos encaminhados pela UFMT foram recebidos pela especializada no último dia 11 de maio, dando origem ao procedimento investigativo que segue em andamento.
CONFIRA O VÍDEO
RELEMBRE O CASO
O caso ganhou repercussão após estudantes denunciarem a existência de conversas atribuídas a alunos da UFMT envolvendo misoginia e violência sexual contra universitárias.
As denúncias apontam que estudantes planejavam criar uma suposta “lista das mais estupráveis” dentro da instituição. Prints divulgados nas redes sociais mostram mensagens com expressões como “molestar”, “torar” e referências a violência sexual contra colegas.
Após a repercussão, a UFMT suspendeu preventivamente estudantes investigados dos cursos de Direito e Engenharia Civil, instaurou procedimentos disciplinares internos e passou a adotar aulas remotas em turmas afetadas.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também abriu procedimento para acompanhar o caso e solicitou documentos e provas à universidade, ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) e ao Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril (CADI).
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