A Reitora da Universidade Federal de Mato Grosso, Marluce Aparecida Souza e Silva, reconheceu que a conduta do aluno que disse que faria “lista de estupráveis” é “gravíssima” e que “se o resultado for confirmado, a penalidade será uma penalidade máxima”. As falas são de uma entrevista para o Jornal do Meio Dia, realizada nesta quarta-feira (20).
A reitora declarou que a Universidade tem tolerância zero para violência e que “familiares, os próprios estudantes, as estudantes que foram vítimas e todas nós mulheres tenhamos consciência de que as medidas tomadas pela universidade são medidas de rigor”, afirmou.
Marluce explicou que o afastamento dos estudantes é de 30 dias enquanto o caso é investigado por uma comissão que já foi instaurada, o prazo pode ser estendido.
RELEMBRE O CASO
No dia 4 de maio, o Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril (CADI) publicou uma nota de repúdio e convocou uma Assembleia Geral Extraordinária em caráter de urgência com o objetivo de enfrentar graves denúncias de misoginia e violência contra a mulher no curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
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De acordo com a nota publicada, a mobilização foi motivada pela circulação de registros de conversas em aplicativos de mensagens onde estudantes planejavam a elaboração de uma lista classificando alunas ingressantes como "estupráveis".
Mensagens obtidas pela reportagem atribuem a um estudante da UFMT, já suspenso liminarmente, falas em que ele afirma que iria "torar" e "molestar" uma aluna da Faculdade de Direito, além de planejar uma lista das "garotas mais estupráveis".
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No dia seguinte (05), a Faculdade de Direito da UFMT informou que já adotou medidas administrativas, incluindo a instauração de procedimento disciplinar para apurar as denúncias e identificar possíveis responsáveis. Segundo a universidade, a apuração seguirá a legislação vigente e as normas internas.
No dia 6, a UFMT suspendeu liminarmente um estudante do curso de Direito e o Ministério Público de Mato Grosso instaurou um procedimento administrativo para apurar possíveis crimes relacionados.
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Uma semana mais tarde, na quarta-feira (13), as aulas presenciais do primeiro semestre de Engenharia Civil precisaram ser suspensas depois de um homem invadir o Campus e ameaçar estudantes. Identificado como um Policial Militar e pai de um dos alunos investigados, ele afirmou que se o filho não se formasse, "os demais também não se formariam".
No dia seguinte (14), a UFMT determinou a suspensão preventiva de um estudante do curso de Engenharia Civil investigado.
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