O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou um procedimento administrativo para apurar possíveis crimes relacionados às denúncias envolvendo a suposta criação de uma “lista de mulheres mais estupráveis” por estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. A decisão foi assinada nesta quarta-feira (6) pela promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias Especializadas no Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital.
Conforme a portaria, o objetivo é averiguar a ocorrência de crimes diante das notícias divulgadas sobre conversas em aplicativos de mensagens atribuídas a alunos da instituição, nas quais teriam sido feitas referências misóginas e ameaças de violência sexual contra estudantes mulheres.
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Na decisão, o MPMT determinou que sejam anexadas ao procedimento todas as reportagens e registros já divulgados pela imprensa local sobre o caso. A promotoria também expediu ofício à Reitoria da UFMT, que terá prazo de cinco dias para informar quais providências internas estão sendo adotadas pela universidade diante das denúncias.
Além disso, o Ministério Público solicitou ao Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril (CADI) e ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) que encaminhem, no mesmo prazo, todas as provas, prints, documentos e demais materiais relacionados ao caso.
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O procedimento foi instaurado no âmbito da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, vinculada ao Núcleo de Violência Doméstica. A promotora destaca, no documento, que as denúncias envolvem “graves manifestações de misoginia e violência contra a mulher” dentro do ambiente universitário.
O caso ganhou repercussão após a circulação de prints atribuídos a um estudante do curso de Direito da UFMT, já suspenso liminarmente pela instituição. Nas mensagens, o aluno teria afirmado que faria uma lista das “garotas mais estupráveis” da Faculdade de Direito e usado expressões como “molestar” e “torar” ao se referir a uma estudante.
Após a repercussão, a UFMT informou que instaurou procedimento disciplinar para apurar os fatos e afirmou que o caso segue sob sigilo. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) também anunciou acompanhamento das investigações por meio da Procuradoria da Mulher.
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