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Justiça Segunda-feira, 15 de Junho de 2026, 09:47 - A | A

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Segunda-feira, 15 de Junho de 2026, 09h:47 - A | A

POR CIÚME DA EX

Após 14 anos, réu é condenado por tentativa de homicídio contra três vítimas em Cuiabá

Justiça concluiu o caso iniciado em 2012 e condenou Adriano Alves de Lara Pinto por atirar contra três homens após uma discussão motivada por ciúmes

ANDRÉ ALVES
Da Redação

O juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal Especializada em Justiça Militar, de Cuiabá condenou Adriano Alves de Lara Pinto a 4 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão por três tentativas de homicídio cometidas em 2012. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (15).

Segundo o processo, o crime ocorreu na noite de 5 de maio de 2012, por volta das 21h, na Avenida Principal do Residencial Coxipó, em Cuiabá. Adriano chegou ao local em um Gol branco conduzido por Rodrigo Gomes da Silva, conhecido como Pepeu. Antes mesmo de o veículo parar, ele desceu e iniciou uma discussão com André Luís Brandão. O motivo seria um conflito amoroso envolvendo uma jovem chamada Carol, ex-namorada de André e que, à época, mantinha relacionamento com Adriano.

A discussão rapidamente evoluiu para violência. De acordo com a denúncia, “o denunciado desceu do veículo e efetuou disparos contra André, acabando, também, por alvejar as vítimas Jeferson e Marcos Paulo”. Jeferson Rodrigues Pereira relatou que estava ao lado de Marcos Paulo quando viu o carona do Gol descer armado e atirar várias vezes em direção a André. Um dos disparos atingiu sua perna, enquanto Marcos Paulo foi ferido na mão.

Os laudos periciais confirmaram as lesões provocadas pelos disparos: André foi atingido no tórax e abdômen, regiões consideradas letais; Jeferson sofreu ferimento na coxa; e Marcos Paulo foi atingido na mão.

A irmã de André, Alcilene Brandão da Silva, declarou que o irmão, ainda no hospital, identificou Adriano como autor dos disparos. Ela também relatou que a mãe do próprio acusado teria dito à sua mãe que o filho “não tinha intenção de matar”, frase que, segundo o acórdão, reforça que Adriano foi o autor dos tiros.

Somente em 2026 o caso chegou ao julgamento final. O Conselho de Sentença reconheceu que Adriano tentou matar as três vítimas. A tentativa contra André foi considerada a mais grave, pois os disparos atingiram regiões vitais e deixaram o crime próximo da consumação. Já os ferimentos em Jeferson e Marcos Paulo foram avaliados como menos graves, resultando em penas menores.

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