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Polícia Terça-feira, 16 de Junho de 2026, 16:07 - A | A

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"MUITO BRANQUINHA"

Dúvida sobre paternidade pode ter motivado pai a matar filha de 12 anos em VG

Histórico de violência contra a mãe da vítima e questionamentos sobre paternidade são investigados como possíveis causas do crime

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso investiga uma nova linha para o assassinato da adolescente Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, morta pelo próprio pai, Claudinei da Silva, no último domingo (7), em Várzea Grande. A apuração aponta que a dúvida sobre a paternidade da menina, que gerava conflitos entre Claudinei e a mãe de Olga, pode ter sido a motivação real do crime.

A informação foi obtida após análise do inquérito policial de 2018, quando Claudinei da Silva, de 42 anos, foi preso por tentar matar a mãe da menina. O documento revela que o homem questionava constantemente se era o pai biológico da criança, afirmando que ela era "muito branquinha".

De acordo com a advogada Dayane Rodrigues, que representa a família materna, essa descoberta altera a compreensão sobre o caso. "Dentre as brigas do casal, o motivo era se o Claudinei era realmente o pai verdadeiro da Olga. Ele tinha essa dúvida", afirmou.

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O assassinato ocorreu no primeiro final de semana que Olga dormiu na casa do pai. A menina, que sempre manifestou o sonho de conhecer o genitor, havia ido para uma confraternização familiar onde conheceria o avô paterno.

A mãe da vítima foi até a residência no bairro Serra Dourada para buscar a filha e estranhou o comportamento do ex-companheiro. Claudinei demorou para abrir o portão e afirmou que Olga não estava no local. Desconfiada, a mulher entrou na casa e encontrou a adolescente caída no chão de um dos quartos, com sinais de agressão e enforcamento.

A menina foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos.

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HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA

O caso de 2018 revela a gravidade do histórico de Claudinei contra a mãe de Olga. O homem respondeu por estupro, cárcere privado, constrangimento ilegal e lesão corporal. Ele manteve a ex-companheira e a filha, então com 4 anos, em cárcere privado por três dias.

Durante esse período, Claudinei obrigou a vítima a pedir demissão do emprego. Ela conseguiu pedir socorro no estacionamento de um atacadão, momento em que o agressor tentou desferir golpes de faca contra ela.

Condenado, Claudinei cumpriu quatro anos de prisão e foi liberado em regime aberto com tornozeleira eletrônica. Foi nesse período que buscou a reaproximação com a filha.

O CASO

Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, foi assassinada pelo próprio pai no domingo (7), em Várzea Grande. Claudinei da Silva, 42 anos, estrangulou a filha após discussão e fugiu, mas se apresentou à polícia. A menina foi encontrada pela mãe caída no chão de um dos quartos da residência, no bairro Serra Dourada, com sinais de agressão.

Socorrida e levada à UPA do Verdão, em Cuiabá, chegou sem vida. O suspeito foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva, sendo autuado por feminicídio qualificado pela vítima ser menor de 14 anos.

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