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Polícia Terça-feira, 16 de Junho de 2026, 14:21 - A | A

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Terça-feira, 16 de Junho de 2026, 14h:21 - A | A

EM MIRASSOL D'OESTE

Grupo é alvo de operação por atacar servidores e políticos nas redes

Investigação apura atuação coordenada em ataques virtuais contra moradores, servidores públicos e políticos; aparelhos eletrônicos foram alvo de buscas

DA REDAÇÃO

Uma investigação da Polícia Civil apura a atuação de um grupo suspeito de utilizar redes sociais e plataformas digitais para disseminar ofensas, acusações e conteúdos considerados criminosos contra moradores, servidores públicos e políticos de Mirassol D’Oeste (a 300 Km de Cuiabá) e municípios vizinhos. As publicações são investigadas por possíveis crimes de injúria, difamação e calúnia.

Para avançar nas apurações, a Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (16) a Operação Boca Maldita, que resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão, com autorização para análise de aparelhos eletrônicos, além de duas medidas cautelares expedidas pela Justiça. As ordens judiciais foram cumpridas em Mirassol D’Oeste e Cuiabá.

Segundo as investigações, os suspeitos teriam utilizado o ambiente virtual para publicar e compartilhar conteúdos ofensivos direcionados a diferentes vítimas, ampliando a exposição e o alcance das mensagens por meio das redes sociais. A polícia apura se as ações ocorreram de forma reiterada e organizada.

As diligências buscam identificar a origem das publicações, a participação de cada investigado e a extensão dos ataques, que teriam causado prejuízos à honra e à reputação das vítimas.

De acordo com o delegado Gustavo Ataíde, responsável pelo caso, os elementos reunidos até o momento indicam a possibilidade de uma atuação coordenada entre os investigados. Por isso, uma das linhas de investigação é a eventual existência de associação criminosa voltada à prática sistemática de crimes contra a honra no ambiente digital.

“O ambiente virtual não é uma terra sem lei. O anonimato nas redes sociais é apenas aparente. Crimes praticados pela internet deixam rastros e podem resultar na responsabilização criminal de seus autores”, destacou o delegado.

Os equipamentos apreendidos serão submetidos à perícia e análise técnica para a coleta de novas provas. As investigações seguem em andamento e outras medidas não estão descartadas.

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