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Polícia Terça-feira, 16 de Junho de 2026, 07:44 - A | A

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Terça-feira, 16 de Junho de 2026, 07h:44 - A | A

OPERAÇÃO FALSO 9

Polícia mira grupo suspeito de sextorsão contra influenciadora digital em Mato Grosso

Criminosos se passavam por jogador de futebol famoso, obtiveram imagens íntimas da vítima e exigiram R$ 20 mil para não divulgar o conteúdo.

DA REDAÇÃO

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), a Operação Falso 9 para desarticular um grupo investigado por praticar extorsão na modalidade conhecida como "sextorsão" contra uma influenciadora digital do interior do estado.

A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e cumpre cinco ordens judiciais nos municípios de Juína e Castanheira (746 km e 788 km de Cuiabá respectivamente). Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e duas quebras de sigilo telemático.

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam perfis falsos em aplicativos de mensagens e se apresentavam como um jogador de futebol famoso para conquistar a confiança da vítima, que atua como influenciadora digital e modelo.

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Após estabelecerem contato e obterem imagens íntimas da mulher, os investigados passaram a ameaçá-la com a divulgação do material, exigindo o pagamento de R$ 20 mil para não expor o conteúdo. Sob pressão psicológica, a vítima chegou a transferir R$ 4 mil via Pix aos criminosos.

Durante as apurações, os policiais identificaram o principal suspeito, residente em Juína, além de outros possíveis envolvidos em Castanheira. As evidências reunidas indicam que o grupo agia de forma coordenada na prática do crime de extorsão.

Segundo o delegado da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, a operação busca reunir novas provas, interromper a atuação dos investigados e evitar que a vítima continue sendo alvo das ameaças.

As investigações continuam para esclarecer completamente o caso, identificar outros possíveis participantes do esquema e verificar se há mais vítimas da organização criminosa.

O nome da operação faz referência à estratégia utilizada pelos suspeitos, que fingiam ser um jogador de futebol para criar um vínculo de confiança com a vítima antes de iniciar as extorsões mediante ameaças de divulgação de imagens íntimas.

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