A decisão que manteve preso Jonadabe Pereira Santos, de 34 anos, acusado de matar a companheira Ana Claudia dos Santos Veiga, de 22 anos, em Nova Bandeirantes, revelou um histórico criminal que foi considerado determinante pela Justiça para a decretação da prisão preventiva.
Ao analisar a audiência de custódia, o juiz Tibério de Lucena Batista destacou que o investigado possui diversas passagens pelo sistema prisional, condenações por crimes anteriores e um histórico de reiterado descumprimento de determinações judiciais.
Conforme a decisão, Jonadabe cumpria pena de 13 anos, 3 meses e 5 dias em regime semiaberto e possuía registros de pelo menos sete fugas do sistema prisional entre os anos de 2014 e 2018, sendo posteriormente recapturado.
O magistrado apontou que o histórico demonstra elevado risco de fuga e reforça a necessidade da manutenção da prisão durante o andamento do processo.
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A decisão também determinou comunicação à Vara de Execução Penal para análise de possíveis reflexos do feminicídio sobre benefícios eventualmente concedidos ao acusado.
Segundo as investigações, Jonadabe confessou ter matado Ana Claudia com golpes de facão e ocultado o corpo da vítima em uma fossa localizada no quintal da residência do casal.
"O autuado possui extensa ficha criminal, com registros de condenações anteriores e reiterados descumprimentos das condições impostas pelo sistema de execução penal."
"Constam nos registros diversas fugas do sistema penitenciário, circunstância que demonstra elevado risco de evasão e necessidade da custódia cautelar."
O CASO
Ana Claudia dos Santos Veiga, de 22 anos, foi assassinada na madrugada do último sábado (13), em Nova Bandeirantes. Conforme a investigação, o companheiro dela, Jonadabe Pereira Santos, desferiu diversos golpes de facão contra a vítima dentro da residência do casal.
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Após o crime, o suspeito ocultou o corpo em uma fossa existente no quintal da casa e fugiu para Alta Floresta levando o filho do casal, uma criança de apenas dois anos.
Horas depois, ele foi localizado pela Polícia Militar, confessou o feminicídio e indicou o local onde havia escondido o cadáver.
A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.
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