A família dele mantinha um perfil nas redes sociais mostrando a rotina de reabilitação após a intoxicação. Segundo a família, o jovem consumiu gin adulterado e, em poucas horas, apresentou sintomas graves e sofreu paradas cardiorrespiratórias. Ele enfrentou mais de 30 dias de internação.
Guilherme fazia acompanhamento para reabilitação motora e neurológica. O jovem, que estava se alimentando apenas por sonda, tentava voltar a andar. Uma vaquinha virtual chegou a ser aberta pela família para custear o tratamento do rapaz.
Em nota, a Autarquia Municipal de Saúde de Itapecerica da Serra informou que o caso de Guilherme foi devidamente notificado e investigado à época dos fatos.
"O paciente foi considerado um caso relacionado à suspeita de intoxicação por metanol, tendo sido acompanhado pelos serviços de saúde durante todo o período de sua internação e recuperação, com as informações oportunamente encaminhadas aos órgãos competentes para investigação", afirmou.
Segundo o comunicado, o caso dele foi notificado em 16 de agosto de 2025 pelo Hospital Municipal M'Boi Mirim, na capital paulista. Sobre a morte, a autarquia explicou que "aguarda o recebimento da documentação oficial, incluindo a Declaração de Óbito e demais laudos pertinentes, para confirmação da causa do óbito e eventual avaliação do nexo causal com o quadro de intoxicação anteriormente investigado".
"Somente após a conclusão dessas análises pelos órgãos competentes será possível confirmar se o caso possui relação com o evento ocorrido em 2025", informou. Conforme o boletim mais recente, da segunda-feira, o Estado de São Paulo registrou 12 mortes e 54 casos confirmados de intoxicação por metanol desde 2025.
(Com Agência Estado)
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