Mensagens obtidas pela reportagem atribuem a um estudante da UFMT, já suspenso liminarmente, falas em que ele afirma que iria "torar" e "molestar" uma aluna da Faculdade de Direito, além de planejar uma lista das "garotas mais estupráveis da FD". Os diálogos, veiculados em aplicativos de mensagens e encaminhados à redação, circulam entre estudantes desde a noite de terça-feira (6). As imagens reforçam pedidos de expulsão do acusado, bem como a demanda por investigação sobre possível participação de outros alunos.
De acordo com uma das conversas encaminhadas, um interlocutor, que relata ter ouvido diretamente o acusado, descreve as seguintes falas: "Ele estava conversando com um amigo no wpp e falou que estava de olho em uma mina da FD e que ia torar ela", "Falou que ia molestar a garota", "Ai disse que na FD só tinha mulher", "E que ia fazer uma lista com as garotas mais estupráveis da FD", "Usou essas palavras".
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Conforme o mesmo relato, o estudante teria postado as intenções em um grupo, possivelmente mencionado como "dix", e as mensagens foram vazadas. Após a divulgação, o acusado teria comparecido às aulas normalmente, o que, segundo a fonte, gerou estranhamento entre colegas.
A fonte acrescentou: "E disk depois que vazou o mlk estava indo pra aula como se não fosse nada", "Todo mundo estranho com ele", "Vão tentar expulsar".
Outro print, aparentemente extraído de um grupo diferente, exibe a seguinte frase: "Mais estupraveis direito UFMT". Em resposta, um participante escreve: "KAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAK", "Bora fds", "Fda q engenharia tem quase nd de mulher", "KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK".
Os novos prints foram divulgados horas após a UFMT anunciar a suspensão liminar de um aluno do curso de Direito e a abertura de processo disciplinar. A direção da Faculdade de Direito informou que as investigações correm sob sigilo e que outras medidas poderão ser adotadas.
O Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE), que já haviam convocado assembleia para discutir o caso, reiteraram a pressão por punições.
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Falas como "torar" e "molestar", ainda que em ambiente privado de mensagens, podem ser enquadradas como ameaça (art. 147 do Código Penal), caso direcionadas a pessoa determinada, como injúria qualificada (art. 140, §2º) pela conotação misógina, ou como atos preparatórios para importunação sexual ou estupro, cujo valor probatório dependeria de investigação criminal.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por meio da Procuradoria da Mulher, informou que acompanhará as investigações. O presidente da ALMT, Max Russi, declarou apoio à expulsão dos envolvidos.
A UFMT foi procurada para comentar especificamente os prints divulgados, mas não havia se manifestado até o fechamento desta edição. A universidade reiterou anteriormente que o processo disciplinar segue sob sigilo legal.
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